domingo, 8 de junho de 2008

KEGADORU!





Kegadoru


A cidade de Tóquio é um dos locais no mundo onde as grandes revistas de moda e tendências têm os seus “olheiros”, usando uma terminologia futebolistica. Harajuku é um desses locais onde podemos encontrar modas tão extremas quanto estranhas e grupos sociais dos mais variados. Das Ganguro às Gothic Lolitas tudo é permitido.



É sabido que a moda no Japão destaca-se por iniovar, onde facilmente um mero objecto do dia-a-dia pode-se transformar num acessório indispensável para se estar na moda, basta para isso uma figura pública, um desenho animado ou uma “idol” usá-la. Há uns anos atrás em Akihabara (a cidade eléctrica) e o paraíso para qualquer otaku vê nascer uma nova moda/estilo de representação de algumas das “idols”.


Jovens passeiam pelas ruas com ligaduras, vendas nos olhos e pensos, como se estivessem feridas. A esta nova tendência deram o nome de Kegadoru, palavra aglutinada de “kega” (lesão) e idoru (idolo), que podemos traduzir para português como “ídolo lesionado”.



Para muitos pode parecer estranho, mas quem está familiarizado com o universo do anime facilmente se lembrará quem em 1995 Ayanami Rei (neon genesis Evangelion), uma das personagens mais carismáticas da animação japonesa, usou uma ligadura vendando um dos olhos, por isso, esta moda pode ter começado por essa altura, numa primeira forma como cosplay e aos poucos foi-se tramsformando numa autêntica moda, tornando as ligaduras, os pensos e as vendas num acessório essencial.



Nada é deixado ao acaso. Aparentemente também as cores das ligadoras têm o seu papel nesta moda. O branco simboliza a castidade e a virigindade e o preto como sempre é sinónimo de lado negro da moda.



Para os psicólogos, esta nova faceta feiticista do mundo otaku é uma evolução normal. Com efeito, desde do aparecimento dos otaku, a mulher sempre foi representada como frágil e fraca. Inicialmente lolita, e agora aleijada. Na história recente dos otaku, os homens sempre tiveram o bonito papel: mestre e protetor.

sábado, 7 de junho de 2008

WILD ZERO!




Wild Zero Ace (Masashi Endô) é um jovem que aspira ser uma estrela de rock e que idolatra a banda psychobilly Guitar Wolf, em especial o líder da banda e segue-os para toda a parte onde eles façam concertos.



Durante um concerto Ace assiste a uma discussão entre a banda e o manager gay na sala de espectáculos. A sua valente participação na discussão é suficiente para que o vocalista dos Guitar Wolf o considere irmão de sangue, e oferece-lhe um apito para que ele possa pedir ajuda sempre que precise.


A partir daqui tudo é "rock'n'roll", muitas sem fazer qualquer sentido: extraterrestres invadem a Terra, para transformar a população em zombies e uma jovem atraente trabalha para a Yakuza faz cosplay de Lara Croft são alguns das situações que encontraremos no filme. No meio de toda esta loucura, Ace encontra o amor quando conhece Tobio, uma "estranha" rapariga que salva numas bombas de gasolina.


Tetsuro Takeuchi traz-nos 98 minutos de uma total de demência repleto de humor, situações absurdos, zombies à lá Romero e muito "roku an roru" como diz o vocalista dos Guitar Wolf. Encontramos todos os estereotipos dos filmes de serie B dos anos 60, 70 e 80. Os próprios Guitar Wolf juntamente com outros grupos de punk/psycho japoneses e ainda os norte-americanos Bikini Kill dão a música para esta banda sonora.



Para quem não sabe quem são os Guitar Wolf convém apresentá-los com a devida vénia. O power-trio japonês de rock'n'roll formados em 1987 e composto por Seiji ou "Guitar Wolf" (guitarra e voz), Hideaki ou "Bass Wolf" (baixo e voz) e Toru "Drum Wolf" (bateria) notabilizou-se quer no Japão quer no Ocidente pelas suas actuações e atitudes explosivas parecidas.



Wild Zero é filme completamente louco e recomendado para quem gosta de séries B acelerados, disparatados, e com muito gore. Resumindo, Wild Zero é "roku an roru".

DENKO CHOJIN GRIDMAN




Denko Chojin Gridman



Um gigante humanoide que protege as pessoas de todo o mal e destrói os montros todas as semanas é a fórmula de narrativa mais usada nas séries do estilo "Giant Robot". Utilizando algumas dessas fórmulas e "tirando" algumas ideias de Ultraman, o maior clássico deste género nasce uma "nova" série: Denko Chojin Gridman.


Tendo como única amiga Yuka Inoue e isolado de todos os colegas de turma, Takeshi Todo é um jovem que vive no seu mundo habitado por hardware e software. Por ter uma única amiga acaba-se por apaixonar por ela, mas essa paixão foi ignorada, quando Takeshi tenta passar-lhe uma carta de amor. Ao recusar a carta, e sabendo que para ela Takeshi era mais um dos seus amigos, resolve usar seu dom em informática para prejudicar não só Yuka como também seus amigos, num acto de ciume.



Para isto, ele aproveita-se de informação sobre a família de Yuka e do irmão de Naoto que estão no hospital, e cria um vírus para infectar a rede até chegar ao hospital. Ao atingir o hospital, a sobrecarga e a raiva de Takeshi em destruir a vida de Yuka e dos seus amigos é tão intensa que consegue despertar o fantasma da rede Kahndegifur, um criminoso vindo de Hyper World.


Agradecendo a Takeshi por ele o ter trazido de volta ao mundo virtual para praticar seus crimes, doa alguns dos seus dons aos monstros criados criados por Takeshi. Assim, sempre que Takeshi precisa de um monstro-vírus, Kahndegifur entra em acção e dá-lhes vida. Uma troca bastante interessante para ambos os lados. E é aqui que nasce o primeiro monstro: Girarus. Apercebendo-se disto, Naoto e os seus amigos (Ippei e Yuka) correm para casa e tentam eliminar o vírus de qualquer jeito.



No desespero, Naoto emana uma energia o leva para dentro do computador Junk. A energia liberada por Naoto inconscientemente transporta-o para o mundo virtual e é lá que ele conhece Gridman. Para derrotar Girarus, seria preciso a unificação dos corpos e juntos trabalharem para destruir o vírus como um verdadeiro anti-vírus. É no mundo virtual que Naoto recebe o Acepter (uma pulseira), que serve para comunicar com o mundo virtual, sempre que seja preciso.



É em casa e no computador que Ippei e Yuka, servem de apoio ao seu amigo nas suas viagens virtuais. São eles também que criam vários acessórios para o anti-vírus Gridman/Naoto. "King Gridman" e "Thunder Gridman" são alguns desses acessórios. É aqui, no mundo virtual que algumas cenas e personagens são demasiado parecidas a outras séries já criadas. O caso mais flagrante é mesmo o de Gridman (o herói da série), que mais parece um re-styling do clássico Ultraman.


Com a armadura pulverizada de cores diferentes e uns ombros mais elevados, Gridman torna-se um robô mais robusto do que Ultraman, outra das semelhanças que podemos encontrar é a luz principal de Gridman quando começa a piscar, fazendo-nos lembrar o temporizador de cor de Ultraman. Mas nem só de similaridades vive esta série, uma da novidades que podemos encontrar em Gridman, é a habilidade que tem para combinar robôs (sub-programs), conferindo-lhe assim uma forma híbrida de herói gigante e de super do robô.


Com um total de 39 episódios e transmitida durante os anos de 1993-1994, Gridman é mais uma série inserida no estilo "Kyodai Hero" produzida pela Tsuburaya Prodution, TBS, JT. Mais tarde, também foi adaptada para a versão americana com o título de “Super Human Samurai Cyber Squad”, pelas mãos da DIC (empresa do grupo Disney), substituindo os actores japoneses por americanos. Os nomes dos personagens também sofreram alterações, como por exemplo, o nome “Kahndegifur” passa para “Kilokan”.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

KAMEN RIDER KIVA!






Em Kamen Rider Kiba (2008), há uma espécie de contrato com monstros, semelhante ao ocorrido em Ryuki. No caso de Kiba, seu contrato será estabelecido pela picada de um "Coumorin".
O Coumorin pode ser chamado pelo herói ao som de uma espécie de flauta, inclusive seria assim que Kiba poderia desferir o seu Rider Kick, com o monstro se acoplando em sua perna direita.
E o enredo circunda nos anos de 1986 e 2008!
Logo, KAMEN RIDER KIVA vai ser exibido na programação do INTERCÂMBIO ANIMANGÁ!
No Japão encontra-se no episódio 19 e o filme já foi anunciado no Japão para agosto desse ano!
E, fora o movie que já está sendo exibido no Japão do DEN-O VERSUS KIVA!

quinta-feira, 5 de junho de 2008

METAL HEROES AVANTE!






A TRAJETÓRIA DOS HERÓIS QUE CONQUISTARAM O MUNDO

Das quatro linhagens mais importantes do género Tokusatsu, há uma que hoje podemos considerar extinta. Falamos claro dos saudosos Metal Heroes, que tiveram uma passagem marcante pelo Brasil, onde criaram um grande grupo de fãs.

Apresentados ao mundo no ano de 1982, com a estreia do inovador Polícia do Espaço Gavan (Uchuu Keiji Gavan), as séries protagonizadas por heróis com armaduras de metal hoje vivem apenas na lembrança dos fãs. O Brasil teve o privilégio de acompanhar 10 (de 15) destas séries, sendo que nenhuma delas obteve o mesmo sucesso de Jaspion (Kyoju Tokusou Jaspion). Outras séries que fizeram bastante sucesso por aqui (Brasil) foram Sharivan, Shaider, Spielvan (conhecido como Jaspion 2), Metalder, Jiraiya,...

A saga dos heróis de metal manteve-se até o ano de 1989, onde tivemos as aventuras do Policia de Aço Jiban (Kidou Keiji Jiban), também exibido no Brasil com enorme sucesso. No ano seguinte, a Toei, empresa que detém os direitos das séries, lança um novo padrão para o género, apresentando o Esquadrão Winspector (Tokkei Winspector), que ao invés de mostrar um guerreiro solitário, contava com um trio de heróis que dariam início ao chamado Rescue Heroe, classificação utilizada para sub-dividir o universo dos Metal Heroes. Com o sucesso da série, em 1991 tivemos a sua continuação directa: Solbrain (Tokkyu Shirei Solbrain), última série do género a ser exibida no Brasil.

Os esquadrões de resgate ainda teriam uma terceira versão, Tokusou Excee Draft. Com o desfecho dos Rescue Heroes, os Metal Heroes tiveram seu novo representante em 1993, Tokusou Robo Junperson. Já em 1994 foi a vez de Blue SWAT, série que mais uma vez apresentava um trio de heróis.

O fim dos heróis de metal começou a sentir-se no ano de 1995, com a chegada de Jakou B-Fighter, uma série protagonizada por um trio de heróis que mais nos fazia lembrar besouros metálicos. Apesar deste facto, a série teve um sucesso considerável e deu origem à segunda versão "sabanizada" em cima do género Metal Heroe: Battle Borgs (A primeira foi V.R. Troopers, onde as séries utilizadas na ocasião foram Spielvan e Metalder). Felizmente, a versão americano resumiu-se num fracasso total.

Por fim, no ano de 1996 tivemos a última série Metal Heroe, que na verdade era uma continuação de B-Fighter: Jakou B-Fighter Kabuto. Depois disso, tivemos apenas seriados infantis como Kabutak, Robotack e Moero! Rococon, que não podem ser considerados oficialmente como Metal Heroes.

O RENASCER

Muitos fãs até hoje lamentam e ao mesmo tempo não entendem o motivo que levou a Toei a suspender a produção deste tipo de série. Na verdade, a empresa que detém os direitos dos Metal Heroes é a mesma detentora das séries Super Sentais e Kamen Riders, outras duas importantes marcas do universo Tokusatsu.

O gênero dos Kamen Riders, muito mais tradicional e importante que os Metal Heroes, pelo menos quando falamos em termos de Japão, também chegou a dar a impressão de que também iria acabar, depois da morte de Shotaro Ishinomori, criador de todas séries Riders até então. Mas no ano 2000 surgiu um novo representante da família dos homens-gafanhotos: Kamen Rider Kuuga.

A série que ressuscitou a mais tradicional linhagem de super heróis japoneses ao lado da família Ultra deu início ao que podemos chamar de nova geração dos Kamen Riders. Kuuga acendeu novamente a chama dos motoqueiros mascarados e com isso, a Toei passou a estabelecer um novo padrão anual, passando a lançar a cada temporada uma nova série Super Sentai (tradição que dura desde 1979) e uma nova série Kamen Rider.

Em 2001 tivemos a estréia de Kamen Rider Agito, série que seguia os mesmos padrões de Kuuga, o que fez todo mundo acreditar que esta seria a nova cara dos Riders. Mas no ano de 2002 veio a grande surpresa: Kamen Rider Ryuki. Muitos protestaram contra o novo Rider que em nada lembrava os originais, devido ao seu visual e principalmente o enredo da série. Mas reclamações à parte, Ryuki atingiu aquilo que a Toei buscava: audiência e lucros com a venda de merchandise

Já no ano de 2003, chega finalmente a série que nos faz lembrar outra vez o género Metal Heroe: Kamen Rider Faizu. Se Ryuki já tinha lá suas “raízes metálicas”, Faizu chegou para assumi-las por completo. O Kamen Rider no melhor estilo Jiban lembra até o Robot Rider da série Kamen Rider Black RX, que também já foi exibida no Brasil. Talvez essa tenha sido a real intenção da Toei, criar um Kamen Rider com as características dos Metal Heroes, como uma espécie de fusão dos dois géneros.

Pelo facto da marca Kamen Rider ser mais tradicional e importante do que a dos Metal Heroes, é natural que a empresa mantenha este nome como garantia. Já os enredos também seguem o tradicional clima “dark” que vem se mantendo desde o primeiro Rider, de 1971.

O que nos faz realmente acreditar que o Metal Heroe está mesmo encarnado nos Riders atuais é a sensação de estarmos a ver algo familiar. O Kamen Rider Blade, é um bom exemplo disso. O seu visual lembra-nos um Rider (devido aos olhos redondos) e ao mesmo tempo um Metal Heroe, pelo visual da armadura em si.

Talvez isso não passe de um consolo. Não gostaríamos de acreditar que o gênero que nos mostrou e trouxeram Jaspion, Jiraiya, Jiban, Winspector e tantas outras séries deixem de existir por completo.

Para quem ainda se recusa a aceitar o fim desta linhagem, os novos Rider servem de alento. Se um dia os Metal Heroes terão seu retorno definitivo só a Toei poderá nos dizer, mas enquanto este dia não chega, podemos crer nesta hipótese de que existe vida após a morte através da reencarnação, pelo menos quando o assunto é Tokusatsu, um universo no qual nada é impossível.


sábado, 31 de maio de 2008

FUTURO TOKUSATSU!






Futuro do Tokusatsu



Não é preciso ser muito observador para perceber a nítida evolução apresentada pelas séries Tokusatsu desde sua criação até os dias de hoje. Senão vejamos, por exemplo, a cronologia comparando década por década: Na década de 50, quando foi inaugurado o Universo Live Action, a grande febre na época eram os filmes de Godzilla, os chamados Kaiju Eiga (que no Japão significam filmes de monstros).



Já na década de 60, outro herói apareceu nos ecrãs, e nem é preciso´lembrar (Ultraman). Na década seguinte, os anos 70, foi onde tivemos a consagração de um dos maiores, se não o maior génio da história do Tokusatsu: Shotaro Ishinomori. Foi a década de Kamen Rider e Go Ranger, séries pioneiras dos géneros Kamen Rider e Super Sentai. Dez anos mais tarde, a década de 80, considerada por muitos, inclusive a grande maioria dos brasileiros como o auge das séries de Tokusatsu, foi marcada principalmente pela introdução do género "Metal Heroes" que, a partir de 1982, com Uchuu Keiji Gavan, passou a dar um novo rumo ás séries Live Actions.


Na década de 90, o reinado da produção japonesa de Tokusatsu foi abalado por uma produção do outro lado do mundo (U.S.A), com a produção dos nossos "amados" Power Rangers. Apesar de não ser uma produção oriental, foi esta série que, de facto, marcou de forma mais significativa a década anterior. Chegados nós há década actual... Bom, é cedo demais para falarmos algo mas, vale a pena fazermos uma previsão: Vamos analisar, primeiramente, cada género para que possamos traçar um futuro provável para cada linhagem. Começando pela família Ultra: Na década de 60 eles brilharam como os grandes símbolos da cultura japonesa. E não é para menos, séries como Ultraman e Ultra Seven encantaram e continuam encantando pessoas do Japão e do mundo até hoje.


No entanto, durante a década de 70 o género andou apresentando sinais de fraqueza e, na década de 80, acabou entrando em profunda crise. Esta crise teve ares de alívio na década de 90, com séries do tipo Tiga, Dyna, Gaia, Neos,... Mas na década actual voltou a ficar um pouco áquem das espectativas. O maior exemplo disso é a nova falta de séries que a Tsuburaya vêm apresentando. A última série do género, Ultraman Cosmos, lançado em 2000, foi a mais recente de todas e, desde então, surgiram 2 novos membros da Nebulosa-78 (Ultraman Justice e Ultraman Boy) que, nem série própria tiveram.


O que podemos concluir disso? Ora, está mais do que na cara que a Tsuburaya vive da marca Ultraman, pois um gênero que existe há mais de 30 anos e que detém recordes de sucesso até hoje não merece e nem vai ser esquecido. No entanto, criar uma série nova, com um novo Ultra, parece ser algo que não atrai mais tanto o público que hoje gosta de ver animes e Super Sentais infantis. Resumindo, a Tsuburaya encontrou uma solução um tanto peculiar: Expandir o género Ultra de forma que não seja necessário criar uma série atrás de outra. Prova disso é o recente Ultraman Boy, que é usado como pura estratégia de Marketing.


O que parece mais provável nisso tudo, fazendo uma previsão para os próximos anos, é acreditarmos que a família Ultra passe a marcar presença de várias maneiras, não exatamente em séries de TV, e sim em jogos, comerciais de brinquedos (Lembra do Ultraman Nice?), crossovers com outro tipo de herói, aparições especiais,... Enfim, Num palpite mais realista, podemos dizer que a Tsuburaya vai tentar manter a Família Ultra viva de diferentes formas, procurando assim manter acesa a chama dos heróis da Nebulosa-78. É a era do Marketing!


Bem... Agora falemos dos Kamen Riders. Impossível descrever a trajetória do género sem lembrar o buraco que existiu entre Kamen Rider J (1994) e Kamen Rider Kuuga (2000). Desde que a nova geração de Riders deu as caras, foi possível notar que a Toei resolveu por sua vez, fazer de uma linhagem tão conhecida um novo estilo de série. Prova disso foi a brusca mudança apresentada pela série Kamen Rider Ryuki (2002). Está certo que Kuuga e Agito também beliscaram o bolo mas a mudança radical mesmo foi do Dragão.


Após perceber que a Toei se aproveitou de um nome importante como Kamen Rider para facturar horrores (lembrando que Ryuki foi um sucesso avassalador na venda de brinquedos), a empresa passou a investir em um gênero capaz de agradar o público adulto com suas histórias inteligentes e, é claro, faturar na venda de brinquedos.


Em 2003, Kamen Rider Faizu seguiu os passos e, mais uma vez, vimos um herói de mesmo nome e mais nada. Muitos dizem por aí que a Toei decidiu juntar os géneros Kamen Rider e "Metal heroes" num só, o que parece cada vez mais verdade e, conseqüentemente, o adeus definitivo dos heróis de metal. Futuramente, não será de admirar que possa surgir uma espécie de Kamen Rider do Zodíaco (por favor, encarem isso como uma piada) na qual teremos cinco Kamen Riders como protagonistas enfrentando os doze Kamen Riders de Ouro (representados pelos signos do zodíaco) nas doze casas do santuário. Bom, esse exemplo aí foi só para passar uma idéia do que podemos imaginar a respeito do futuro das séries do género, afinal, a Toei vêm a cada ano criando vários Riders para, de forma ambiciosa, sair no lucro através da venda de brinquedos (Veja Ryuki como principal exemplo e também o recente Rider Space). Mais uma vez o marketing se faz presente.


Podemos apostar com todas as fichas que o gênero dos motoqueiros "gafanhotos" continuará firme e forme, mas sem desacreditar em momento algum que a Toei resolverá por sua vez acabar com a PROLIFERAÇÃO DOS KAMEN RIDERS. Falando finalmente dos Super Sentais: Bom, eis aí um género que é mais previsível do que qualquer outro. Vejam Digimon Frontier e imaginem realmente a idéia que possivelmente os esquadrões da Toei irão ser. Por que digo isso? Hoje em dia as séries do género estão mais do que nunca voltados para o público infantil (os Kamen Riders existem para a outra geração), e a Toei não vê motivos para deixar de abusar do número de mechas, armas e todo tipo de atracção que resulte em vários brinquedos (leia-se brinquedos como máquinas de criar dinheiro).


Em 2002, Digimon Frontier (O Super Sentai dos animes) foi recorde absoluto na venda de brinquedos (junto a Kamen Rider Ryuki). No mesmo ano, a Toei resolveu fazer do género Super Sentai sua nova arma para a mesma fonte de lucros. Prova disso foi o recente seriado AbaRanger que, com um enredo infantil e mechas pra todo lado, rendeu exatamente aquilo que a Toei queria. Vale a pena também lembrar que os Sentais hoje em dia são feitos como uma espécie de prato cheio para os americanos fazerem o que todo mundo aqui sabe o quê. Então, como possível destino aos Sentais eu vejo uma série no melhor estilo Digimon, com personagens numa faixa etária de 19 anos (por que apesar de tudo eu ainda duvido que eles cheguem ao ponto de usar crianças como protagonistas) e vários mechas (possivelmente esses mechas irão ter uma espécie de Digi-Evolução).

Conclusão: Digimon hoje em dia pode ser encarado como uma visão futurística dos Super Sentai, algo que estamos para ver daqui a uns 10 anos. Bom, há ainda algumas outras coisas para arriscar um palpite. Vamos falar agora de uma possível rivalidade que está para nascer nos próximos anos: Toei X Toho. Enquanto a outra grande produtora de Tokusatsu (a Tsuburaya) seguirá investindo na marca Ultra através de outros meios de divulgação, a granade concorrência no mercado de séries Live Actions ficará por conta de Toei e Toho. Não, não estou dizendo que Grandseiza será o percursor desta rivalidade. Eu quero dizer na verdade que a Toho está dando sinais de evolução na produção de séries do tipo, como por exemplo: GRANZASER, SAXER E OUTROS!


CRISE TOKUSATSUS NOS ANOS 80?!








Crise tokusatsu: anos 80 Nos anos oitenta, o "mundo" do tokusatsu viveu uma crise bastante assentuada devido ao encerramememto de alguns estudios e pela paragem na produção de outros, dos quais destaco duas produções que tinham vindo a ter um enorme sucesso desde os anos 70, refiro-me a Ultraman e Kamen Rider e também às duas últimas séries do género realizadas no ano de 1980: Ultraman 80 (Eighty) e Kamen Rider Super One.


Desde então os estúdios passaram a dar mais atenção aos filmes do que ás séries, isto porque era mais rápido e barato realizar um filme do que uma série. Essa crise que ocorreu nos anos oitenta é um pouco semelhante ao que acontece atualmente no tokusatsu, com apenas duas séries em produção. Mas isso é assunto para uma matéria ^^; Ainda nos anos setenta, a Marvel Comics e a Toei Company assinam parcerias para criarem vários tokusatsu dos quais a série Battle Fever J (onde aparece pela primeira vez o Robô Gigante nas séries sentai) e o clásssico Homem-Aranha (que nesta série tem uma história diferente da americana).


Outras séries faziam parte do acordo, Denji Sentai Denziman e Taiyo Sentai Sun Vulcan (a única série produzina no ano de 1981), mas não houve qualquer envolvimento da Marvel na produção deles. A série Taiyo Sentai Sun Vulcan não teve o sucesso que pretendiam, até porque houve alguns precausos durante a transmissão da série: troca do actor principal na série e a necessidade de ressurreição duma vilã de uma série anterior, foram algumas das artimanhas para a tentativa de obter uma maior audiência. Pode-se perceber também que para a Toei ter criado um género tão sofisticado e ambicioso como o Metal Hero (tokusatsu que iremos falar brevemente), era porque havia uma necessidade muito grande na época de estimular a produção de séries tokusatsu.


Heróis com um visual futurista e metálico, muitas batalhas aéreas, cenas de acção de se tirar o folêgo... a Toei realmente dispôs-se a levar o tokusatsu até ao limite possível para aquela época. E essa tentativa deu certo: A primeira série desse novo género, Utyu Keiji Gyaban, teve um grande sucesso, o que levou à Toei pensar que estava no caminho certo e a pensar em remodelar o género Super Sentai, utilizando-se dos mesmos extremos, porém em doses menores, que o Metal Hero aproveitou.


Este desenvolvimento da Toei trouxe muitos lucros, principalmente com o grandioso sucesso da segunda série Metal Hero, a Utyu Keiji Shariban, e as duas séries Super Sentai Chodenshi Bioman e Dengeki Sentai Changeman, feitas em 1984 e 1985, respectivamente. Mas como sempre depois das "tempestades" vem a bonança, os anos 90 foram bastante férteis em matéria de Tokusatsu nos mais variados estilos...