sexta-feira, 13 de junho de 2008

SAILORMOON LIVE ACTION....HUMMM...




Sailormoon Live Action



Desde Fevereiro de 1997 que Naoko Takeuchi não lançava nada relacionado com o seu maior êxito de toda a sua carreira, a série Bishoujo Senshi SailorMoon, mas no ano passado mês de Junho (2003) e aproveitando o décimo aniversário da série, Naoko Takeuchi decidiu dar aos fãs uma "nova" série de Sailormoon (As Navegantes da Lua, na tradução portuguesa).


Muitos fãs esperavam então pelo regresso da Coelhinha da Lua (Tsukino Usagi) e das suas amigas inseparáveis Ami, Rei, Makoto e Minako, mas ninguém esperava por aquilo que aconteceu... as navegantes passaram da versão em papel e animada para uma série com personagens de pele e osso.


SailorMoon estreou no Japão no dia 4 de Outubro de 2003 no canal de televisão TBS, com actores e actrizes entre os 15 e 17 anos, a série tem nos principais papeis Miyu Sawai (Tsukino Usagi) que foi a escolhida com alguma surpresa para ser a protagonista de um papel tão importante, isto porque a actriz não tinha qualquer experiência em televisão até à altura.


As outras navegantes são Chisaki Hama (Sailor Mercury), Keiko Kitagawa (Sailor Mars), Myuu Azama (Sailor Jupiter), Ayaka Komatsu (Sailor Venus) e Chiba Mamoru (A.K.A. Tuxedo Mask), que é interpretado por um rapaz de 20 anos chamado Jyoji Shibue.



No planeta Terra ninguém sabe de nada e todos foram reencarnados em humanos, Princesa Serenity, a princesa do Amor reencarnou em Tsukino Usagi (que neste live-action está menos chorona e mais corajosa que a versão animada ou manga), o príncipe Endymion em Mamoru Chiba (Tuxedo Kamen) e assim sucessivamente.


A história começa tal e qual o inicio do manga, Usagi continua a seguir pela televisão as aventuras do seu ídolo, Sailor-V. Mais tarde, aparece Luna, cujo a voz é dada por Keiko Han. É com este personagem que aparecem as primeiras diferenças, ou melhor novidades da série.



Quando todos esperavamos ver um gato verdadeiro, Luna aparece-nos em duas versões uma totalmente em 3D e outras vezes em peluche. Luna revela a Usagi qual a sua missão na Terra, e oferece-lhe um artefacto para que ela possa transformar-se em Sailor Moon e assim poder inciar a sua missão de encontrar a princesa e conseguir o "Cristal de Prata" que é muito cobiçado pela vilã da série, a Queen Beryl (Raínha Beryl).


Várias foram as adaptações que a esta nova abordagem da série sofreu, contudo a história tenta ao máximo ser fiel ao manga, o espírito e a mensagem continuam a ser a mesma, a amizade e a união entre as pessoas.


As novas situações e adpatções, são em primeiro lugar um refrescar de tendências e atitudes mais actuais entre a juventude japonesa, o uso do telemóvel é uma dessas tendências. O outro aspecto é a inevitavel manobra de marketing (tão comum no Japão e não só) para criar novos produtos de merchandise dirigidas para o público mais jovem.


Uma dessas alterações foi a inclusão de acessórios "mágicos" para cada uma das Navegantes com a excepção de Sailor Moon. Braceletes, pulseiras, estojos de maquilhagem, telemóveis, foram alguns dos artefactos dados ás navegantes para poderem usá-los nas suas transformações. É também no momento da transformação que as raparigas normais, mudam as cores dos seus cabelos ficando assim iguais à série animada.


Outra das novidades no LiveAction, é a troca do "quartel general" das Navegantes, enquanto que no manga/anime o local secreto para as reuniões era uma casa de máquinas, agora é uma sala de karaoke. Sem dúvida que esta alteração é mais uma manobra de marketing, isto porque as músicas que as navegantes cantam para passar o tempo são os "hits" de Sailor Vénus (Aino Minako) e que já existem editados em formato de single.



A música do live-action talvez seja o aspecto mais fraco da série. Da banda sonora quase que só nos apercebemos do "opening" e "ending" que são duas músicas em versão pop bastante "catchy". A grande falha do live-action é não terem incluído o tema Moonlight Densetsu, um dos temas mais celeberizado no anime e conhecido pelos fãs de SailorMoon não aparece no live-action, sendo substituída por uma melodia que está longe de ser tão interessante como o clássico Moonlight Desetsu.




Relativamente ao elenco estar bastante bom e com a maior parte dos papeis cairem que nem uma luva aos actores escolhidos, alguns aspectos deixam um bocado a desejar para os verdadeiros fãs da série. Chiba Mamoru (o namorado de Tsukino Usagi) tem a representação mais apagada e falta-lhe o charme que o caracterizava no anime quando atirava as suas rosas ao som de música espanhola.



Jedite (um dos subditos da Raínha Beryl) também ficou desfavorecido no live-action. No anime e manga Jedite tinha bastante presença, aqui o seu personagem foi caracterizado de uma forma exagerada com uniforme enfeitado, peruca e lentes de contacto o que o torna demasiado "falso".



A série está mais direcionada para o sexo feminino talvez por isso tenha um estilo mais "light" do que os clássicos Super Sentai, cheios de robots gigantes, explosões e monstros. Mesmo assim e apesar de algumas críticas, este Sailor Moon Live Action consegue atrir bastante público não só os mais novos e fãs de Sailor Moon, mas também os fãs do Tokusatsu.


THE GREAT YOKAI WAR!



The Great Yokai War




O que será que acontece à lembrança das coisas que a certa altura abandonamos? Poderá haver aí uma certa mistura de desgosto e talvez alguma raiva? Sendo esse o caso, o que faria um ser presente noutro plano e que não apreciasse muito a presença humana neste mundo...?


Tadashi (Ryonosuke Kamiki foi "seiyuu" em Howl's Moving Castle e participou em Survive Style 5+) vive com a mãe (Kaho Minami - Godzilla, Mothra and King Ghidorah: Giant Monsters All-Out Attack) e o avô (Bunta Sugawara - Tekken, The Man Who Stole The Sun) numa povoação situada nas montanhas.


Aborrecido da vida monótona que leva e com saudades da irmã (Riko Narumi) que vive com o pai (Kanji Tsuda - Zatoichi (versão de Takeshi Kitano), Dolls, Audition) em Tóquio, o rapaz passa os dias com a cabeça no ar. Para animá-lo o avô decide levá-lo a uma festival tradicional, onde ele é escolhido para ser o cavaleiro do Kirin (um ser fantástico que é o defensor da justiça, ajudando os honrosos e castigando os perversos, segundo a mitologia japonesa), e por conseguinte o seu cavaleiro será também o defensor de todos esses ideais.


Tadashi julgará que é apenas algo simbólico, uma brincadeira... até que conhece uns amistosos yokai (criaturas fantásticas do folclore e imaginário japonês) que o colocarão a par do plano do sinistro Lord Sato (Etushi Toyokawa). Apesar da sua forma humana, Sato tornou-se num demónio cheio de raiva e tem em andamento um plano para acabar com a vida humana, usando o Yomotsumano(que é apenas todo o ódio libertado pela própria humanidade) e pervertendo os espíritos de inocentes yokai, transformando-os em grotescas criaturas, meio monstros, meio máquinas cuja único fim é destruir toda a vida existente na terra.


Tadashi quer queira quer não, é o escolhido para travar Lord Sato, mas terá uma feroz adversária em Agi, (Chiaki Kuriama - participou em Ju-On: The Curse, Battle Royale, Azumi 2) a sua leal seguidora que apesar de ser uma yokai dará a sua vida para defender Sato...


Ele contará com Shojo, o espírito do Kirin (Masaomi Kondo), o kappa Kawataro (Sadao Abe - Uzumaki, Kamikaze Girls) e Kawahime, a Princesa do Rio (Mai Takahashi) para o ajudarem numa missão que à partida está condenada, pois o rapaz não está completamente convencido do seu destino assim como os próprios yokai perderam a fé na raça humana há bastante tempo, apenas o esforço e coragem desta irmandade reatará uma união íntima e mística entre o homem e os seres místicos. "E a vingança não será apenas uma prova de que és...humano?" Realizado por Takashi Miike e adaptado do livro de Hiroshi Aramata, com a adaptação a cargo do próprio Miike e também de Mitshuiko Sawamura e Takehiko Iwakura.


Um filme engraçado, com bastantes momentos cómicos (com aqueles pormenores inconfundíveis que só o Takashi Miike sabe proporcionar) e acção quanto baste. Tem alguma violência sim, mas para quem conhece os trabalhos anteriores de Takashi Miike (Ichi The Killer, One Missed Call, Audition, Full Metal Yakuza e Imprint, por exemplo, embora já tenha realizado outros filmes mais serenos como Zebraman e City Of The Lost Souls ) ... dirá que isto é coisa para crianças (e segundo o que li em alguns fóruns e sites de crítica...este é um filme para entrenimento familiar...).


A banda sonora, que está a cargo de Koji Endo, está bem feita, adequada a um filme de aventuras. É possível encontrar umas similaridades com o filme "The Never Ending Story", se pensarmos no que a perda da inocência das pessoas pode criar aos mundos a que nos habituámos desde pequenos... assim como aos seus habitantes.

FREETERS & NEET: MAIS UM GRUPO SOCIAL NIPÔNICO!



Freeters & NEET



Surgidos como resultado da crise económica que varreu o Japão e sua filosofia de emprego vitalício, nos anos 90, os «freeters» (uma palavra formada pela palavra inglesa «free» e «Arbeiter», trabalhador, em alemão) flutuam entre trabalhos temporários. Com salários de cerca de mil ienes (6 Euros) por hora, muitas vezes encontram dificuldades para pagar aluguer na capital japonesa (Tóquio), uma das cidades mais caras do mundo, onde um pequeno apartamento de 30 metros quadrados num bairro central pode facilmente custar 150 mil ienes (1,000 Euros) por mês.



Atualmente a economia no Japão está a recuperar, mas muitos dos "freeters" não conseguem aproveitar esta maré, depois de vários anos como trabalhadores sem quaisquer qualificações. A maioria das empresas em expansão prefere recrutar jovens acabados de licenciar, ou transferir os empregos básicos a países de baixos salários, como a China.


O Instituto do Trabalho japonês classifica e divide este fenómeno dos "freeter" em três grupos, o tipo moratorium que esperam por começar uma carreira, os "perseguidores de sonhos", e os do tipo "sem alternativa". Os dois primeiros tipos escolhem deliberadamente não se juntarem ao grupo das empresas rigorosas e conservadoras, em vez disso preferem tirar umas "férias" para gozarem a vida ou tentar realizar os seus sonhos que são incompatíveis com o standart de uma vida laboral japonesa.


Muitos "freeters" esperam começar a sua vida de trabalho mais tarde de forma a conseguirem um bom ordenado para suportar a família, enquanto que as mulheres esperam casar com um marido que esteja financeiramente seguro para que também possa asegurar a vida familiar. Já os do tipo "sem alternativa" não conseguem encontrar trabalho depois de terem terminado a escola ou universidade, e consequentemente aceitam trabalhos de ordenados baixos para terem em troca algum dinheiro.


Toda esta situação leva a que a maior parte destes "freeters", com idades entre 25 e 30 anos de ambos os sexos sejam considerados uns sem-abrigo. Apesar disso, eles vestem-se cuidadosamente tratando da sua aparência e conscientes da moda, parecendo um típico morador de Tóquio.


Escolhem os cybercafés por ser mais barato que os hoteis, e com as mesmas ou melhores condições do que as que os hoteis oferecem: acesso à internet, uma boa quantidade de mangá, micro-ondas e um chuveiro para o banho matinal antes de começar mais um dia de trabalho temporário.


Outra situação ainda mais extrema que ocorre no Japão, são as pessoas que optam mesmo por ficarem "sem-abrigo". A este estado foi dado o nome de NEET, uma classificação criada inicialmente pelo governo no Reino Unido, mas que rapidamente passou a ser utilizada em outros países, inclusive o Japão.


A sigla é: "Not currently engaged in Employment, Education or Training", (em português seria algo como "Actualmente sem Emprego, Educação, e Estágio"). No Japão, o termo compreende pessoas de idade entre 15 e 34 anos que são desempregadas, solteiras, não registradas na escola, não procuram trabalho ou estágios profissionais necessários para trabalhar.


Segundo alguns estudiosos consideram-nos um caso patológico, estas pessoas estão incapacitadas para interagir com as pessoas que as rodeiam, não é que não queiram tabalhar, apenas não conseguem fazê-lo. Se os NEET são a rebelião silenciosa, os “freeters” são a parte activa desta rebelião, e dizem à sociedade que não pretendem trabalhar uma vida inteira e que não querem trabalhar como máquinas, são seres humanos e querem viver como tal.


A preocupação do governo não está centrada no indíviduo, seja ele um NEET ou um "freeter", mas sim no aspecto económico do país. O maior pico registado até hoje foi de 2,17 milhões de trabalhadores temporários em 2003. A meta do governo é cortar o número de freeters para 1,74 milhões até 2010.

domingo, 8 de junho de 2008

SEPPUKU!





Seppuku




Normalmente o termo utilizado para o ritual suicida é popularmente de harakiri que literalmente significa "cortar a barriga" ou "cortar o estômago", no entanto, seppuku é outro termo que pode ser utilizado para esta prática.


Este ritual era praticado pelos samurais. Eles deviam ajoelhar-se e enfiar o seu tanto (espada japonesa) na barriga, no lado esquerdo, e cortá-la então, até ao lado direito deixando assim as viceras expostas para mostrar sua pureza de carácter.


Um dos motivos para que os samurais cometessem este acto estava na falha de servir o seu senhor ou perda da honra por qualquer motivo. Se o senhor do samurai é assassinado e o samurai não comete seppuku, nenhum outro senhor irá contratá-lo e ele ficará conhecido como ronin.


Seppuku é a parte chave do Bushido, o código dos guerreiros samurais. Era utilizado pelos guerreiros para evitar cair nas mãos dos inimigos e para atenuar a vergonha que isso causaria.

Os samurais podiam também receber ordens dos daimyo (senhores feu

dais) para que cometessem seppuku. Guerreiros que caíssem em desgraça também tinham permissão por vezes para cometer seppuku ao invés de serem executados. Como o principal ponto do acto era a restauração ou proteção da honra do guerreiro, os que não pertenciam a ordem dos samurais não eram obrigados e não se esperava que cometessem seppuku.


Samurais mulheres somente poderiam cometer esse acto com permissão. As mulheres que seguiam o bushido realizavam uma práctica similar denominada jigai. A principal diferença com o Seppuku é que se fazia um corte no pescoço, seccionando a artéria carótida com uma daga chamada Kwaiken.


Previamente, a mulher devia atar-se com uma corda os joelhos para não ter a desonra de morrer com as pernas abertas ao cair. No mundo dos guerreiros, seppuku era um feito de bravura que era admirado num samurai que sabia haver sido derrotado, caído em desgraça ou mortalmente ferido.



Significava que ele poderia terminar seus dias com os seus erros apagados e sua reputação não apenas intacta como engrandecida. O corte do abdômen liberava o espírito do samurai da forma mais dramática, sendo uma forma extremamente dolorosa e desagradável de morrer, e algumas vezes o samurai que o fazia pedia a um companheiro leal que lhe cortasse a cabeça no momento de agonia.


Algumas vezes o Daimyo era chamado para fazer um seppuku como base para um acordo de paz. Isso deveria enfraquecer o clã derrotado de forma que a resistência deveria efectivamente cessar. Toyotomi Hideyoshi usou o suicídio de um inimigo nesse sentido várias ocasi›es, a mais dramática das quais encerrou a dinastia daimyo definitivamente quando Hojo foi derrotado em Odawara em 1590.



Hideyoshi insitiu no suicídio do Daimyo Hojo Ujimasa, e no exilio de seu filho Ujinao. Com um corte de uma espada a mais poderosa família de Daimyos do Japão teve o seu fim. O seppuku está inevitavelmente ligado à história dos "47 Ronin", a obra literária medieval mais importante do Japão, imortalizada pelo teatro tradicional, o kabuki.



O seppuku como castigo judicial foi oficialmente proíbido no Japão em 1873, apesar desta prática não ter terminado. Foram documentados vários casos de seppuku depois desta data, incluindo vários militares em 1895 como protesto pela devolução do território conquistado à China, o General Maresuke Nogi (educador do Imperador Hirohito) e a sua esposa, a morte do Imperador Meiji em 1912, e os muitos soldados e cívis que preferiram morrer do que aceitar a rendição na Segunda Grande Guerra.



Em 1970, o famoso escritor Yukio Mishima e um dos seus seguidores realizaram um seppuku pœblico numa tentativa fracassada de incitar o Exército de realizar um golpe de Estado. Mishima cometeu seppuku no escritório do General Kanetoshi Mashita.


Em 1999, Masaharu Nonaka, um empregado da Bridgestone no Japão, cortou o abdómen para protestar pela sua reforma aos 58 anos de idade. Morreu mais tarde num hospital por causas das feridas. Desde então não tem havido mais casos de seppuku no país do Sol Nascente.

KEGADORU!





Kegadoru


A cidade de Tóquio é um dos locais no mundo onde as grandes revistas de moda e tendências têm os seus “olheiros”, usando uma terminologia futebolistica. Harajuku é um desses locais onde podemos encontrar modas tão extremas quanto estranhas e grupos sociais dos mais variados. Das Ganguro às Gothic Lolitas tudo é permitido.



É sabido que a moda no Japão destaca-se por iniovar, onde facilmente um mero objecto do dia-a-dia pode-se transformar num acessório indispensável para se estar na moda, basta para isso uma figura pública, um desenho animado ou uma “idol” usá-la. Há uns anos atrás em Akihabara (a cidade eléctrica) e o paraíso para qualquer otaku vê nascer uma nova moda/estilo de representação de algumas das “idols”.


Jovens passeiam pelas ruas com ligaduras, vendas nos olhos e pensos, como se estivessem feridas. A esta nova tendência deram o nome de Kegadoru, palavra aglutinada de “kega” (lesão) e idoru (idolo), que podemos traduzir para português como “ídolo lesionado”.



Para muitos pode parecer estranho, mas quem está familiarizado com o universo do anime facilmente se lembrará quem em 1995 Ayanami Rei (neon genesis Evangelion), uma das personagens mais carismáticas da animação japonesa, usou uma ligadura vendando um dos olhos, por isso, esta moda pode ter começado por essa altura, numa primeira forma como cosplay e aos poucos foi-se tramsformando numa autêntica moda, tornando as ligaduras, os pensos e as vendas num acessório essencial.



Nada é deixado ao acaso. Aparentemente também as cores das ligadoras têm o seu papel nesta moda. O branco simboliza a castidade e a virigindade e o preto como sempre é sinónimo de lado negro da moda.



Para os psicólogos, esta nova faceta feiticista do mundo otaku é uma evolução normal. Com efeito, desde do aparecimento dos otaku, a mulher sempre foi representada como frágil e fraca. Inicialmente lolita, e agora aleijada. Na história recente dos otaku, os homens sempre tiveram o bonito papel: mestre e protetor.

sábado, 7 de junho de 2008

WILD ZERO!




Wild Zero Ace (Masashi Endô) é um jovem que aspira ser uma estrela de rock e que idolatra a banda psychobilly Guitar Wolf, em especial o líder da banda e segue-os para toda a parte onde eles façam concertos.



Durante um concerto Ace assiste a uma discussão entre a banda e o manager gay na sala de espectáculos. A sua valente participação na discussão é suficiente para que o vocalista dos Guitar Wolf o considere irmão de sangue, e oferece-lhe um apito para que ele possa pedir ajuda sempre que precise.


A partir daqui tudo é "rock'n'roll", muitas sem fazer qualquer sentido: extraterrestres invadem a Terra, para transformar a população em zombies e uma jovem atraente trabalha para a Yakuza faz cosplay de Lara Croft são alguns das situações que encontraremos no filme. No meio de toda esta loucura, Ace encontra o amor quando conhece Tobio, uma "estranha" rapariga que salva numas bombas de gasolina.


Tetsuro Takeuchi traz-nos 98 minutos de uma total de demência repleto de humor, situações absurdos, zombies à lá Romero e muito "roku an roru" como diz o vocalista dos Guitar Wolf. Encontramos todos os estereotipos dos filmes de serie B dos anos 60, 70 e 80. Os próprios Guitar Wolf juntamente com outros grupos de punk/psycho japoneses e ainda os norte-americanos Bikini Kill dão a música para esta banda sonora.



Para quem não sabe quem são os Guitar Wolf convém apresentá-los com a devida vénia. O power-trio japonês de rock'n'roll formados em 1987 e composto por Seiji ou "Guitar Wolf" (guitarra e voz), Hideaki ou "Bass Wolf" (baixo e voz) e Toru "Drum Wolf" (bateria) notabilizou-se quer no Japão quer no Ocidente pelas suas actuações e atitudes explosivas parecidas.



Wild Zero é filme completamente louco e recomendado para quem gosta de séries B acelerados, disparatados, e com muito gore. Resumindo, Wild Zero é "roku an roru".

DENKO CHOJIN GRIDMAN




Denko Chojin Gridman



Um gigante humanoide que protege as pessoas de todo o mal e destrói os montros todas as semanas é a fórmula de narrativa mais usada nas séries do estilo "Giant Robot". Utilizando algumas dessas fórmulas e "tirando" algumas ideias de Ultraman, o maior clássico deste género nasce uma "nova" série: Denko Chojin Gridman.


Tendo como única amiga Yuka Inoue e isolado de todos os colegas de turma, Takeshi Todo é um jovem que vive no seu mundo habitado por hardware e software. Por ter uma única amiga acaba-se por apaixonar por ela, mas essa paixão foi ignorada, quando Takeshi tenta passar-lhe uma carta de amor. Ao recusar a carta, e sabendo que para ela Takeshi era mais um dos seus amigos, resolve usar seu dom em informática para prejudicar não só Yuka como também seus amigos, num acto de ciume.



Para isto, ele aproveita-se de informação sobre a família de Yuka e do irmão de Naoto que estão no hospital, e cria um vírus para infectar a rede até chegar ao hospital. Ao atingir o hospital, a sobrecarga e a raiva de Takeshi em destruir a vida de Yuka e dos seus amigos é tão intensa que consegue despertar o fantasma da rede Kahndegifur, um criminoso vindo de Hyper World.


Agradecendo a Takeshi por ele o ter trazido de volta ao mundo virtual para praticar seus crimes, doa alguns dos seus dons aos monstros criados criados por Takeshi. Assim, sempre que Takeshi precisa de um monstro-vírus, Kahndegifur entra em acção e dá-lhes vida. Uma troca bastante interessante para ambos os lados. E é aqui que nasce o primeiro monstro: Girarus. Apercebendo-se disto, Naoto e os seus amigos (Ippei e Yuka) correm para casa e tentam eliminar o vírus de qualquer jeito.



No desespero, Naoto emana uma energia o leva para dentro do computador Junk. A energia liberada por Naoto inconscientemente transporta-o para o mundo virtual e é lá que ele conhece Gridman. Para derrotar Girarus, seria preciso a unificação dos corpos e juntos trabalharem para destruir o vírus como um verdadeiro anti-vírus. É no mundo virtual que Naoto recebe o Acepter (uma pulseira), que serve para comunicar com o mundo virtual, sempre que seja preciso.



É em casa e no computador que Ippei e Yuka, servem de apoio ao seu amigo nas suas viagens virtuais. São eles também que criam vários acessórios para o anti-vírus Gridman/Naoto. "King Gridman" e "Thunder Gridman" são alguns desses acessórios. É aqui, no mundo virtual que algumas cenas e personagens são demasiado parecidas a outras séries já criadas. O caso mais flagrante é mesmo o de Gridman (o herói da série), que mais parece um re-styling do clássico Ultraman.


Com a armadura pulverizada de cores diferentes e uns ombros mais elevados, Gridman torna-se um robô mais robusto do que Ultraman, outra das semelhanças que podemos encontrar é a luz principal de Gridman quando começa a piscar, fazendo-nos lembrar o temporizador de cor de Ultraman. Mas nem só de similaridades vive esta série, uma da novidades que podemos encontrar em Gridman, é a habilidade que tem para combinar robôs (sub-programs), conferindo-lhe assim uma forma híbrida de herói gigante e de super do robô.


Com um total de 39 episódios e transmitida durante os anos de 1993-1994, Gridman é mais uma série inserida no estilo "Kyodai Hero" produzida pela Tsuburaya Prodution, TBS, JT. Mais tarde, também foi adaptada para a versão americana com o título de “Super Human Samurai Cyber Squad”, pelas mãos da DIC (empresa do grupo Disney), substituindo os actores japoneses por americanos. Os nomes dos personagens também sofreram alterações, como por exemplo, o nome “Kahndegifur” passa para “Kilokan”.