sexta-feira, 30 de maio de 2008

NATIONAL KID!




National Kid foi criado por Minoru Kisegawa, Juzo Umino, National Kid na verdade era garoto propaganda da empresa de eletrônicos NATIONAL (actual PANASONIC) o sucesso dos comercias foi tanto que a produtora TOEI (sendo esta a quarta série produzida pela TOEI na época) animou-se e decidiu levar a cabo uma série live-action com o personagem.

A sua estréia aconteceu a 4 de agosto de 1960 na TV japonesa permanecendo no ar por cerca de oito meses sempre com um episodio semanal diferente, a série não foi muito bem recebida pelos telespectadores, a série só chegaria ao Brasil em 1966 com seu lançamento na Rede Record de Televisão com sucesso imediato de público.

Foi a primeira série a usar ostensivamente o merchandising neste caso o da promoção das vendas dos rádios da Panasonic que eram presenças constantes nos episódios de Kid.

A série contava a história do professor Masao Hata (Ryusaku Hata, no original) um alienígena originário de Apha Centauri havia caído por engano no nosso planeta devido a um acidente, dotado de vários poderes ele tinha sido incumbido de acabar com as ameaças que se opunham a terra, mas Kid não sabia que ele não era o único alien no planeta.

Os seus mais perigosos inimigos eram os Incas Venusianos e os Seres Abissais comandados pelo malévolo Imperador Hellstar, que com seus planos ambicionavam a conquista do planeta, mas sempre eram rechaçados por National Kid.

Auxiliado por sua competente assistente Tiako (Naoko, no original), que o ajudava a cuidar dos seus alunos Goro, Yukio, Kura, Mari e Tomokiro que sempre acompanhavam Masao, as crianças com o tempo também ajudariam o protetor da terra investigando possíveis ameaças contra o planeta, mas se estivessem em perigo bastavam acionar um rádio sinalizador (claro que este tinha sido dado pelo National Kid a eles) e ele vinha prontamente tirá-los de todo e qualquer ameaça que se abatesse sobre eles.

Parte da série perdeu-se num incêndio que assolou o prédio da Rede Record em 1968, antigamente era um artigo de colecionadores e fãs, houve um relançamento de alguns episódios pela Sato Company em 1993 isso foi um acalento no coração de fãs também e antigos admiradores da série actualmente foi lançada uma DVD BOX com o primeiro ano da série e planos para um filme live-action com o personagem, mas uma batalha entre a Sony (detentora dos direitos de fabricação do rádio) e a Sato Company, impediram a realização deste filme, pois seria estranho vermos um rádio com o logotipo da Sony, e mais estranho seria vermos o herói mudar de nome de National Kid para Sony Kid. Falam que a DISTRIBUIDORA PLAYARTE TEM INTERESSE DE TRAZER A SÉRIE PARA O BRASIL! VAMOS TORCER!

INFRAMAN







Inframan

Cenas de luta, monstros ridículos, efeitos especiais caseiros, cenários de baixo custo são algumas das caracteristicas dos filmes de ficção cientifica feitos à moda antiga. Foi com este "ambiente" que nasceu Inframan, uma resposta do cinema de Hong Kong face aos heróis clássicos e populares japoneses dos anos 60.

Realizado por Hua-Shan e produzido pelos estúdios mais conhecidos de Hong Kong e a primeira empresa mundial a entrar no universo dos filmes de kung-fu no ano de 1975, nasce um herói vestido de vermelho apelidado de Inframan e que não é mais do que um clone "descarado" de Ultraman. Com o título original de "Jung Gwok Chiu Ya", este filme é também conhecido no ocidente por: Chinese Superman, Infra Superman ou Inframan e é referido como tendo sido o primeiro filme de super-heróis chinês de sempre. Uma grande mistura de kung-fu, monsters de borracha e efeitos especiais dos anos 70.

Não impressionando pela originalidade, a história conta-nos a chegada da Princess Dragon Mom (interpretrada pela bonita Terry Liu) ao planeta azul e a tentativa de dominá-lo. Para contrariar esta situação e o professor Chang (Hap Wong, um actor com uma vasta carreira no cinema asiatico) e a sua equipa científica desenvolvem uma experiência para atribuição de super-poderes a humanos.

Servindo de cobaia para as experiências do professor, Rayma adquire habilidades extraordinárias, uma enorme quantidade de stamina e um arsenal grande de armas lazer, para combater a invasão extraterrestre. Um réptil gigante do ataca uma paragem de autocarros de uma escola! Um terremoto terrível agita a terra! Hong Kong é destruída pelo fogo e a aparição de um castelo de pedra na montanha não são situações normais.

Há somente uma esperança para humanidade: Inframan! Ao longo de hora e meia, o personagem principal Rayma interpretado por Li Hsiu-Hsien (que além de ser actor também é realizador e produtor), é "obrigado" a lutar contra oito temerosos e horríveis monstros. Por entre raios-lazer, botas com jactos de fogo e transformações até ficar gigante! Todos os estilos dos principais Tokusatsu estão presentes na produção da Shaw Brothers, isto porque os estúdios Ekisu Production, estiveram envolvidos no filme dando uma ajuda no guarda-roupa e nas fantasias dos personagens bizzaros. Tang Chia, é outro dos nomes intimamente ligado às produções da Shaw Brothers.

Ele foi o responsável pelas coreografias das artes marciais neste filme que neste caso não primam pela espectacularidade ao contrário de outros filmes em que ele esteve envolvido. Minimalistas, pouco inventivas e repetitivas são as coreografias deste "super-homem chinês".

Apesar de não ser uma produção japonesa, Inframan merece um destaque nesta área do Tokusatsu, visto que é uma verdadeira pérola cinematográfica chinesa. Além disso tem todos os ingredientes para agradar aos fãs Ultraman pelos efeitos especiais e aos fãs de Jackie Chan pelos seus malabarismos e coreografias.

ICHI RITORU NO NAMIDA!



Ichi Ritoru no Namida


O facto de eu estar viva é uma coisa tão encantadora e maravilhosa que me faz querer viver mais e mais.... É como termina o diário de Aya Kito (1962-1988) e que já conta com mais de 18 milhões de exemplares vendidos e rapidamente tornou-se num best-seller. Não foi preciso esperar muito tempo para que a versão televisiva aparecesse e mais tarde passar para o grande ecrã.

O diário relata a luta constante de Aya contra a doença rara que contraiu e que foi diagnosticada bastante cedo. Aya Ikeuchi (Sawajiri Erika), é uma rapariga colegial de 15 anos e filha de uma família de comerciantes de tofu. É com esta idade que Aya começa a ver a sua vida a mudar apesar de inicialmente não dar grande importância às situações anormais que lhe vão acontecendo. Mas ao aperceber-se disto Shioka Ikeuchi (Yakushimasu Hiroko), a mãe de Aya pedelhe que consulte um médico para ser examinada.

O médico informa Aya que ela sofre de ataxia, uma degeneração espinocerebral que detereora o cerebro até ao ponto de não poder andar, falar, escrever ou mesmo comer, no entanto a memória como a mente não são afectadas.

A partir deste dia começa uma luta desesperada da família e amigos, em especial o namorado Asou Haruko (Nishikido Ryo), filho de um médico ben conceituado e que apesar de ter uma visão bastante negativa da vida, não desiste de procurar também ele uma possibilidade de cura para Aya.

O que torna este dorama especialmente profundo e sério é a normalidade com que Aya reage á notícia da sua doença, sabendo que mais cedo ou mais tarde as suas forças mentais e físicas vão gradualmente se deteriorando ao longo da sua vida (no dorama).


A interpretação de Sawajiri Erika é brilhante. Nunca imaginei que ela conseguisse interpretar um papel desta dimensão, isto porque os jovens actores/actrizes japoneses não choram na televisão (talvez por não o saberem fazer naturalmente).

Mas Sawaji sim e indiscutivelmente adiciona uma verdadeira carga emocional ao seu desempenho no dorama. O mesmo veio a acontecer no ano seguinte em que Sawajiri entra num novo dorama “Taiyou no Uta”com actriz principal e também aqui desempenha brilhantemente o seu papel.

A banda sonora ficou a cargo de K com o tema Only Human e Sangatsu Kokonoka dos Remioromen. Com o título original de “Ichi ritoru no namida” (Um litro de lágrimas, em português) este dorama foi transmitido na Fuji TV no ano de 2005 e é possivelmente o dorama mais triste que eu já vi.

Para ser sincero ao ver este dorama derramei muito mais de que um litro de lágrimas e fez-me olhar para a vida de uma outra forma. Em resumo, “Ichi ritoru no namida” é um dorama obrigatório para todos os que gostam deste formato televisivo.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

THRONE OF BLOOD!





Throne of Blood “Taketori Washizu” (Toshirô Mifune) e “Miki Yoshiaki” (Minoru Chiaki) são dois valorosos comandantes de “Lord Tsuzuki” (Takamaru Sasaki), que se dirigem ao “castelo das teias”, a residência do seu senhor. A ânsia no reencontro com “Tsuzuki” é grande, pois os dois guerreiros encontram-se envoltos em glória, após terem derrotado um nobre rival daquele. Ao atravessarem a “floresta das teias”, percurso obrigatório para chegar ao castelo com o mesmo nome, os dois amigos deparam-se com um estranho espírito que lhes faz uma premonição. “Tsuzuki” nomearia “Washizu” como o líder da guarnição norte e “Yoshiaki” como o comandante da primeira fortaleza. Posteriormente “Washizu” seria o líder do clã e o filho de “Yoshiaki” suceder-lhe-ia. Os samurais convencidos que sonharam seguem para o seu destino.
No entanto, quando “Tsuzuki” procede às nomeações vaticinadas pela aparição fantástica, começam a dar crédito à profecia. A dama “Asaji” (Isuzu Yamada), mulher de “Washizu” convence-o a assassinar “Tsuzuki”, para que ambos tomem o poder. “Washizu” cumpre a vontade da sua mulher e torna-se o líder do clã. Posteriormente o guerreiro começa a desconfiar de tudo e de todos, cometendo mais assassinatos, em ordem a manter o título nas suas mãos. Contudo o destino não deixará que os crimes de “Washizu” fiquem sem resposta.
O grande mestre do cinema japonês Akira Kurosawa sempre teve uma grande admiração pelos grandes vultos de literatura universal, mormente os escritores russos, cuja predilecção pessoal ia para Dostoevsky. No entanto, as tragédias do mítico dramaturgo britânico William Shakespeare colheram imenso a sua simpatia.
Não seria pois de admirar que Kurosawa se inspirasse nas obras de Shakespeare na feitura de alguns dos seus filmes, havendo a franca possibilidade do talento do realizador nipónico dar origem a mais um feito de registo na sétima arte. Foi isso que aconteceu neste caso. Shakespeare escreveu “Macbeth”, Kurosawa realizou “O Trono de Sangue”. O filme é eivado de uma muito boa qualidade, sendo considerado com alguma propriedade, uma das melhores longas-metragens do realizador.


Kurosawa segue de perto a peça de Shakespeare, mas tem o mérito de adaptar a história à realidade japonesa e ao clássico “chambara”. Por este mesmo motivo, viu-se obrigado a reformular o argumento de alguma forma, transformando, a título meramente exemplificativo, a Escócia do século XI de Macbeth, no Japão feudal do século XVI de “Washizu”. “O Trono de Sangue” parte em desvantagem em relação a obras como “Os Sete Samurais” ou “The Hidden Fortress” no que concerne ao sentimento de aventura e diversão.
No entanto, baterá estes filmes aos pontos no tocante à sua aura introspectiva, séria e fantasmagórica. “O Trono de Sangue” é verdadeiramente uma jornada negra, maléfica e de desespero humano, cheio de cenas e sons emblemáticos que pugnam pela escuridão. Pessoalmente identifico-me mais com a primeira linha, encabeçada pelo glorioso “Os Sete Samurais” e porque não dizê-lo também “Ran, Os Senhores da Guerra”, esta última a minha obra preferida de Kurosawa.
Não obstante este facto, “O Trono de Sangue” consubstancia-se num marco cinematográfico que o espectador mais atento não poderá ficar impassível, estando impregnado de várias influências do teatro tradicional japonês imbuído pelo drama “Noh”. Mais uma vez, e nunca é demais dizê-lo, Kurosawa dirige uma obra com uma mestria fora do comum. Pormenores como “Lady Asaji” a ir buscar o saké com os soporíferos para adormecer os guardas de “Tsuzuki”, em que a nobre investida nas suas vestes brancas desaparece no negrume da sala, para depois reaparecer de repente com a face decidida; o crocitar dos corvos a adivinhar a morte; mas acima de tudo a célebre cena final em que “Washizu” é trespassado pelas setas dos seus próprios homens, constituem momentos verdadeiramente memoráveis da sétima arte.
A cena da morte de “Washizu” merece mais umas parcas linhas. Muitas das setas usadas eram verdadeiras, embora outras fossem falsificações de bambu. As flechas que batiam nas paredes eram reais, e não houve absolutamente nenhum efeito especial que entrasse na cena em questão. Foram isso sim usados arqueiros treinados, que disparavam para onde Mifune indicasse com os braços, no meio do seu torpor maníaco.
Kurosawa pretendia que Mifune expressasse um medo genuíno (que não duvidamos que tivesse sentido), reflectido nas expressões faciais. O resultado foi de facto estrondoso. Mifune, esse senhor do cinema nipónico e mundial, prova por que razão para muitos e para mim também, é considerado o melhor actor japonês de todos os tempos. Memorável a sua representação nesta película. Contam-se pelos dedos aqueles que como Mifune conseguem ser insanos, sanos, agressivos, doces, fortes, fracos, seguros e inseguros no mesmo filme. A sua representação em “O Trono de Sangue” é digna de figurar como um dos mais portentosos actos de representação na história do cinema.
Mas verdade se diga, ninguém conseguia dirigir Mifune como Kurosawa. A prova deste aspecto reside no facto de o actor nunca ter igualado noutros filmes, as suas actuações nos “chambaras” únicos do realizador japonês. “O Trono de Sangue” constitui uma proposta inolvidável e inultrapassável para qualquer amante da sétima arte. Explora competentemente a natureza humana, particularizando os seus anseios, medos e limites. Só não leva uma nota melhor, pois o administrador deste blogue gosta de um bocadinho mais de acção, quando se trata de um "jidaigeki". Obrigatório!


SONNY CHIBA!





Sonny Chiba O nome de Sadao Meada para muitos dos fãs do cinema japonês pode não significar nada, mas quando dizemos que Meada é Sonny Chiba ou "Shinchi Chiba", o caso muda de figura. Nasceu na cidade de Fukuoka em 1939, e era o segundo de cinco filhos de Shicinosuke Meada, um piloto do exército e Haruko Meada, uma dona de casa.
Desde muito cedo mostrou interesse pelo teatro tradicional japonês e pelo desporto. Esse interesse foi tão grande que acabou por fazer parte da equipa olímpica japonesa até que uma lesão nas costas terminou a sua carreira desportiva. Foi na universiade de Taiku que começou a aprender karate com o grande campeão do mundo Masatatsu Oyama.
Praticou outras artes marciais como o judo, ninjitsu, kendo ou kempo, mas foi no karate (4ºDan) e no judo (1ºDan) que se destacou. Em 1960, participou num concurso de "novos talentos" organizado pela Toei Company. É nesta altura que Sadao Meada altera o seu nome para Shinichi Chiba, e mais tarde, volta a mudar para para "Sonny" devido a uma campanha publicitária da Toyota em que participou.
Graças às suas capacidades atléticas, Chiba foi convertido pelos estúdios numa estrela de filmes de acção onde participa com pequenos papeis em séries televisivas. Em 1969, Chiba cria o "Japan Action Club", uma escola para treinar actores em diferentes estilos de artes marciais e cenas de acção. Alguns dos actores famosos da época frequentaram esta escola: Etsuko Shihomi e Hiroyuki Sanada


Na década de 70, a Ásia estava a viver o sindrome Bruce Lee, para combater esta "doença" os estúdiso da Toei convertem Chiba num lutador eximio e dá-lhe o papel de actor principal no filme "The Street Fighter", e consequentes spin-offsr tornando-o assim num actor mundialmente conhecido.
Durante os anos 70 e 80, Chiba participou em mais de 20 filmes, embora poucos filmes tenham tido o merecido reconhecimento fora do Japão. Muda-se para Los Angeles e também aqui é convidado para participar em filmes americanos. O sucesso de Chiba não parou de crescer além fronteiras e a prova disso foi a sua participação no filme "Storm Riders" de Andrew Lau.
Recentemente Chiba participou no filme Battle Royale II: Requiem (2003), mas só depois de ter participado no filme "Kill Bill" (2003) de Quentin Tarentino é que finalmente ficou conhecido à escala mundial. Depois deste enorme sucesso, Chiba ainda teve participação em dois filmes de algum sucesso: Survive Style +5 (2004) e The Fast and the Furious: Tokyo Drift (2006).
Atualmente Sadao Meada ou "Sonny Chiba" reparte a sua carreira de actor com a da escola onde continua a treinar e a ajudar as jovens promessas do cinema do país do Sol Nascente.


ZATOICHI







Zatoichi
Zatoichi, personagem fictícia que representa um massagista cego com dotes de espadachim e que deambula pelo Japão às custas do dinheiro ganho em jogos de azar, foi personagem principal em variados filmes japoneses desde os anos 60 até aos anos 80. Espectadores japoneses certamente reconhecerão de imediato o nome Zatoichi, tanto como nós, ocidentais, reconhecemos o nome James Bond, dado a similar proporção de filmes de acção (26) onde o massagista samurai é personagem principal.
Shintaro Katsu foi escolhido para representar Zatoichi em todos estes 26 filmes e 4 temporadas televisivas, tendo mesmo a honra de ter sido realizador do último filme Zatoichi onde participa, em 1989. Ao longo de todos estes filmes, o nome Zatoichi interligou-se inevitavelmente com o perfil e silhueta fornecidos por Shintaro Katsu.
A saga de Zatoichi sofre uma pausa, após o último filme. Shintaro Katsu morre em 1997, e consigo morrem também muitas das esperanças da continuação desta saga. Em 2003, Takeshi Kitano recuperou a saga com a sua realização do filme chamado simplesmente Zatoichi. Takeshi Kitano já é conhecido entre nós, japonófilos, como protagonista de vários filmes e programas televisivos: Battle Royal, Jonnhy Mnemonic e o nostálgico para muitos de nós, Nunca Digas Banzai.
Neste filme, Takeshi ocupa-se da actuação da personagem principal, que procura liberar uma aldeia do domínio abusivo do gang de lorde Ginzo (Ittoku Kishibe). Paralelamente, um samurai "ronin" de nome Genosuke Hattori (Tadanobu Asano, actor que também protagoniza Kakihara no filme 'Ichi, the Killer'), procura trabalho para pagar os medicamentos da sua esposa doente e é contratado pelo lorde Ginzo como guarda-costas.
Os destinos dos dois samurais errantes convergem num clímax inevitável.


Neste filme podemos contar com algumas cenas cómicas, momentos harmoniosos (sem destoar a natureza violenta do filme) e efeitos especiais que, de acordo com o realizador, foram feitos de forma a propositadamente parecerem irreais ao espectador, para que elementos como sangue e o esquartejamento sejam antes retratados como mera arte e não como violência gratuita.
Também podemos encontrar um retrato do período Edo do Japão, onde lordes ditam leis em aldeias remotas conforme sua vontade; geishas dão os seus espectáculos privados aos abastados e tascas japonesas servem de pontos de encontro a várias personagens.
Apesar de ser uma recuperação de uma saga já antiga, Zatoichi de Takeshi Kitano consegue dar bom-nome ao franchise e reunir vários elementos comuns nos filmes do século anterior com a tecnologia contemporânea disponível em 2003, sendo a "cereja no topo do bolo", um toque muito pessoal na realização do filme pelo próprio Takeshi Kitano. Segundo as próprias palavras de Takeshi, este filme resultou numa das experiências mais artisticamente e criativamente gratificantes da sua carreira.
Os fãs de filmes de acção irão adorar, se não forem muito picuinhas nos efeitos especiais usados para retratar a violência. Se gostou de Kill Bill, as probabilidades de gostar deste filme são muito grandes.


L' ARC~EN~CIEL!






L'Arc~en~Ciel



A cidade de Osaka viu nascer no ano de 1991, uma das bandas mais populares do rock japonês. Hyde (vocalista), Hiro (guitarrista), Tetsu (baixista) e Pero (baterista) criaram os L'Arc~en~ciel que significa em português arco-íris.



No início o grupo apostava no estilo Visual Kei, uma forma de se vestir andrógeno e carregado em maquilhagem, bastante comum no Japão inspirado no movimento glam britânico e norte-americano. No ano seguinte à formação da banda, o guitarrista Hiro foi substituido por um amigo de Tetsu, Ken.



O músico abandonou a faculdade de arquitectura em Nagoya para se dedicar exclusivamente aos L’Arc~en~Ciel (ou como ficaram mais conhecidos no Japão, os Laruku). É com esta nova formação, que gravam a primeira música para uma compilação intitulada Gimmick, que ajudou a impulsionar o lançamento do primeiro single, Flood of Tears. Antes do final do ano de 1992, sofreram uma nova baixa : o baterista pero deixou o grupo depois do concerto no Osaka Music Hall. Era preciso encontrar um substituto, tetsu foi até a capital japonesa, Tóquio, e econtra Sakura.



O primeiro album da banda foi lançado em 1993: Dune, alcançou o primeiro lugar de artistas independentes da Oricon, algo como a Billboard japonesa. Decidem então ir para Tóquio à procura de fama, e rapidamente isso aconteceu quando a Sony lhe convida para assinarem pela major. Em 94 lançam o álbum Tierra. A grande surpresa para os Laruku foi o disco True, de 1996 e vendeu um milhão de cópias. Um álbum que inicia um novo rumo da banda depois de os registos anteriores terem sido elogiados.



Mais uma reformulação na banda depois do baterista Sakura ter sido preso por porte de droga em 1997. Sem um substituto, cancelaram o lançamento do single The Fourth Avenue Cafe e, por consequência, teve uma música desse trabalho retirada da trilha sonora do anime Samurai X. O novo baterista Yukihiro, veio de um grupo chamado Die in Cries e entrou nos Laruku gravando um disco ao vivo, Reincarnation 97, Live in Tokyo Dome. A banda foi reconquistando os fãs e fazendo novos álbuns, ganhando prêmios e sendo cada vez mais reconhecida mudialmente, com diversos concertos e tournée outros países da Ásia.



Nessa altura, editaram os álbuns gêmeos: Ark e Ray, lançados ao mesmo tempo, depois o Real. Chegava a altura de um descanso para recarregar baterias e escolherem novos caminhos. Durante esse período decidem trabalhar as suas carreiras a solos ou fazerem parte de outros projectos: Hyde (Hyde[ist]), Ken (Sons Of All Pusys), Tetsu (Tetsu69) e Yukihiro (Acid Android).



Três anos mais tarde para celebrar seu regresso, foram feitos 7 concertos em Shibuya (a zona de Tóquio mais "fashion" e artistica), e decidem anunciar um novo disco, o album SMILE. Este disco foi uma verdadeira aposta dos Laruku além fronteiras, músicas com um estilo mais ocidentalizado e algumas letras em inglês, acabam por ter efeito nos media e assim conquistar novos fãs. Muito desse sucesso deve-se ao tema "Ready Steady Go", que fez parte da abertura do animê Full Metal Alchemist. Ainda no mesmo ano fazem a SMILE TOUR por todo o Japão, e levam a tourneé para os Estados Unidos.



Em 2005, lançam o álbum AWAKE, inovando mais uma vez e seguindo um pouco da linha do seu antecessor. A tourneé percorre todo o páis do sol nascente e em alguns países da Ásia. Awake torna-se um dos albuns favoritos para os fãs da banda, devido à qualidade impecável de todos os temas. Um ano mais tarde (2006), a banda decide fazer uma pausa, dando prioridade aos projectos a solo dos vários membros dos Laruku.



Em Abril desse mesmo ano, lançam o DVD Asia live 2005. Para comemorar o décimo quinto aniverssário, organizaram o mini-evento: L'Arcafe, neste evento exibiram vídeos inéditos além da venda de produtos. Os membros organizaram um cardápio especial super criativo, os nomes das bebidas eram parte de alguns títulos de música (Feeling Fine, Dive to Blue, Ready Steady Go,...) e quatro pratos diferentes (hyde plate, ken plate, tetsu plate, yukihiro plate). Além do evento, a banda fez o re-lançamento de 15 singles: de Blurry eyes até Forbidden Lover, incluindo o single the fourth avenue cafe.



Em Novembro, a banda surpreendeu os fãs com um show em comemoração do aniverssário: L'Arc~en~Ciel 15th L'Anniversary no Tokyo Dome. Em Dezembro, os álbuns Ark e Ray foram relançados numa edição limitada (CD+DVD) de anverssário cujos DVDs contém o mesmo material exibido no L'Arcafe. No ano passado (2007), foram lançados mais produtos continuando a enorme e bem estruturada campanha de marketing.



Foi lançado o DVD CHRONICLE 0-ZERO-. e apareceram num dos programas de música com mais audiencia no Japão, o POP JAM.



O sucesso dos Laruku não para de crescer, muito do seu sucesso como foi referido anteriormente deveu-se aos vários temas que fizeram parte de alguns dos animes mais famosos quer no Japão quer no Ocidente como foram os casos de: "The Fourth Avenue Cafe" foi usada como canção de encerramento de Rurouni Kenshin; "Blurry Eyes" como a abertura de DNA²; "Niji" como a música tema do filme de Rurouni Kenshin: e "Driver's High" como primeira abertura de GTO (Great Teacher Onizuka) FULL METAL ALCHEMIST e outros.........