domingo, 23 de novembro de 2008

TOKUSATSU GANHANDO DESTAQUE NOS CINEMAS!







Daikessen! Cho Ultra 8 Kyodai encerrou sua primeira semana nos cinemas como a quarta maior bilheteria, repetindo o feito do rider vampiro quando da estréia de Kamen Rider Kiva: Makaijo no Ou. Porém, a grande façanha do ano até agora ficou por conta da dobradinha Den-O /Kiva em Climax Deka, que desbancou em sua estréia a criatura de Cloverfield do topo da parada, ficando na primeira colocação. Resta saber se os Ultrabrothers conseguirão romper a barreira de 4 semanas na lista das 10 maiores arrecadações, já que nenhum de seus amigos riders conseguiu ir além disso até o momento.

Mas tokusatsu no cinema não pára por aí, em outubro ainda teremos o que deverá ser a despedida definitiva de Den-O com seu terceiro filme "Farewell Kamen Rider Den-O: Final Countdown",a estreiar no próximo dia 4 e ainda o tão aguardado longa de Tomica Hero Rescue Force "Tomica Hero RESCUE FORCE Bakuretsu Movie: RESCUE OF THE MACH TRAIN", marcado para 20 de dezembro e previsto desde que iniciou a série.

TOKUSATSU PODE SER UM PROGRAMA EDUCATIVO?







A programação televisiva que é ofertada as crianças atualmente, tanto na TV aberta quanto na TV por assinatura, está remetendo vários setores da sociedade a uma discussão séria, em relação ao conteúdo dos programas que o público infantil está acompanhando. Pais, Escola e principalmente os profissionais mais céticos da área de educação, a qual eu mesmo me incluo, criticam ferozmente os desenhos animados e os programas de caráter infanto-juvenil exibidos nos canais da televisão por assinatura e da televisão estatal aberta.
Nesse quadro de extrema intolerância em relação à programação oferecida pela TV ao público infantil, as séries de Tokusatsu sofrem um preconceito ainda mais relevante.
Extremamente mal representadas atualmente na TV nacional, as séries de Tokusatsu se resumem basicamente as exibições de Power Rangers, na TV aberta (TV Globo) e na TV por assinatura, através do canal Jetix, antiga Fox Kids. As diferenças gigantescas entre nossos queridos Tokusatsu´s dos anos 80 e Power Rangers fazem com que os setores mais tradicionais da nossa sociedade, especialmente pais e escola, aumentem ainda mais sua antipatia por esse gênero televisivo, que vale lembrar, já não é bem visto desde os tempos da saudosa rede Manchete.
As críticas destinadas a Power Rangers são muitas, mas de um modo geral, todas terminam concordando em um ponto: eles não são “educativos”. Esse tipo de afirmação é comum entre os profissionais da área de educação (professores e pedagogos), e eu mesmo já ouvi amigos de profissão que acreditam estar fazendo uma “boa ação” as crianças, privando-as desse tipo de programação em sala de aula, mesmo nos momentos de lazer escolar, onde a exibição de vídeos é perfeitamente possível, desde que “contribuam” para a formação moral infantil, isto é, sejam “educativos”.
Por motivos pessoais diferenciados de professores e pedagogos, os pais também criticam Power Rangers, mas diferentemente da escola, que exclui totalmente esse tipo de programação de sala, os pais não proíbem os filhos de assistirem Power rangers em casa, apesar de abertamente não aprovarem o conteúdo da série.
Todavia, um fenômeno curioso acontece com relação aos críticos de Power Rangers. Pais e professores, em muitos casos lembram-se perfeitamente de séries como Jaspion, Changeman e Black Kamen Rider, ícones da TV Manchete dos anos 80, e traçam um paralelo entre essas séries e os Power Rangers atuais. Como afirmei anteriormente, o gênero de Tokusatsu já sofria preconceitos nos anos áureos de exibição da nossa TV aberta, e os mesmos conceitos que eram associados a Jaspion e Changeman são hoje associados a Power Rangers.
Os pais tendem a oferecer aos filhos aquilo que eles mesmos (pais) acham “educativo”; a escola seleciona para seu ambiente, aquilo que ela mesma (escola) considera “proveitoso” ofertar em sua grade curricular aos alunos. Esse é o ponto de vista mais comum, nos dois pilares na vida da criança. Apesar de todas as críticas levantadas, e por mais que essas críticas sejam justificadas, em relação a Power Rangers (não estou defendendo Power Rangers!), uma pergunta ainda fica em questão: se todos nós, tokufãns com 20 ou mais anos de idade, acompanhamos o auge do Tokusatsu na TV aberta e assistimos constantemente esse tipo de programação em nossa infância, então...Há algo de educativo, nas séries de Tokusatsu?Quero acreditar que sim. Essa é a pergunta-mãe, que orienta todo o projeto de mestrado em que estou trabalhando atualmente.



A investigação a que me proponho, tem o objetivo de localizar, os fatores educativos não apenas de Tokusatsu, que é o foco principal dessa matéria, mas também de desenhos animados de ação e aventura americanos (cartoons) e orientais (animes), acompanhados pelas crianças atualmente. Todavia, devemos voltar ao foco dessa discussão, que é exclusivamente a análise de possíveis fatores educativos nas séries de Tokusatsu. Então...Se Tokusatsu pode conter fatores realmente educativos...que fatores são esses? E se esses fatores existem, por que Tokusatsu é proibido no ambiente escolar, tão veementemente? As perguntas que envolvem Tokusatsu são muitas e devem ser respondidas com cuidado, e sem pretensões urgentes.



Inicialmente, acredito que as séries de Tokusatsu (até mesmo Power Rangers, mesmo sendo americanizada) são educativas principalmente do ponto de vista ético e moral. Logicamente, Power Rangers, não trabalha conceitos morais como ética, dignidade, coragem e confiança como nossas séries dos anos 80 trabalhavam, tão abertamente. Sendo apenas versões americanas dos Sentais japoneses, Power Rangers não consegue absorver completamente o caráter oriental de respeito aos atributos morais, e termina por distorcer valores como amizade e companheirismo através dos hábitos e costumes americanos.



Quantas e quantas vezes, nos emocionamos com as cenas dramáticas de batalhas épicas em Jiraya, Black Kamen Rider ou Flashman, em que nossos heróis deviam atingir seus próprios limites físicos sem abandonar suas crenças morais? É disso que estou falando, quando acredito que Tokusatsu pode ser trabalhado de uma maneira educativa e proveitosa em sala de aula, e não apenas lúdica. A justificativa de que as séries de Tokusatsu levam as crianças a comportamentos violentos, e que “esse tipo de série” em nada contribui para a formação moral das crianças, é vazia e sem referencial algum; trata-se de uma cautela hipócrita. Que me perdoem os pais, por mais “cuidadosos” que pretendam ser na educação dos seus filhos; e que me perdoem uma grande parcela dos professores (classe a qual pertenço) que procuram chamar atenção e enriquecer seus currículos através de críticas modistas em relação à programação midiática que é ofertada pela TV, nesse caso, Tokusatsu.



A moda da vez é analisar e criticar o que é ou não educativo na programação infantil; assim, muitos estereótipos são criados, principalmente em relação a Disney, classificando todas as produções dessa empresa como “ideais” para as crianças. Vale lembrar que a Disney coincidentemente é a atual produtora de Power Rangers, tão criticado por pais e escola... Nos últimos meses, essas foram às declarações mais comuns que encontrei, apresentando esse projeto de pesquisa no curso de Pedagogia ao qual sou graduado na Faculdade de Educação da Universidade Federal do Ceará.



As séries de Tokusatsu podem ser trabalhadas tendo como suporte os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN´s). Uma exibição de Power Rangers (acreditem...!) pode ser perfeitamente possível em sala de aula, se trabalhada de uma maneira não apenas lúdica, mas instrutiva, através de debates, por exemplo.



Os pilares de um debate desse tipo seriam principalmente o caráter dos personagens, e sua personalidade moral; tudo isso poderia ser trabalhado em sala através de uma dinâmica socializadora em grupo, na forma de uma conversa aberta onde o professor seria apenas o orientador das discussões, sempre instigando os alunos à discussão.



Não encaro Power Rangers como Tokusatsu propriamente dito, mas isso não me dá o direito de excluí-lo das vantagens que pode oferecer em sala de aula, assim como qualquer outra série do gênero. Provavelmente, as críticas destinadas às séries de Tokusatsu, por pais e escola irão prosseguir; mas essas críticas não possuem o poder de excluir previamente sem uma discussão aberta, as séries Tokusatsu do ambiente escolar. O conceito do que é ou não educativo é amplo e variável, independente do ponto de vista de cada um, mas a análise de algo antes de lhe atribuir uma sentença negativa é imprescindível.



Assim devemos analisar, antes de julgar uma programação televisiva como Tokusatsu educativa ou não; deve procurar mergulhar na essência de que é formado o programa, observando com atenção quais os fatores que estão guardados nas entrelinhas de 20 minutos de exibição que escapam aos olhos, mas que podem ser aproveitados, para fins educativos. Esse deveria ser o papel de pais, professores e da própria escola.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

NO JAPÃO TEM TAMBÉM TOKUSATSU AMADOR!
















Atualmente, existem muitas produções independentes de filmes de tokusatsu no Japão, mas isso não é novidade. Desde os anos 80, muitos jovens cineastas ou simples estudantes se organizavam para fazer filmes caseiros de tokusatsu, desde paródias de seriados já existentes até criações originais.
O primeiro projeto nesse sentido a ter repercussão foi Mighty Lady, criado em 1983 por um pequeno grupo de estudantes do colegial que fazia paródias de Ultraman e de seriados de Super Sentai. Com a idéia de fazer uma versão feminina do Ultraman, o grupo investiu tudo o que tinha para fazer um filme-piloto. A fantasia foi feita tendo como material uma roupa de mergulho (na verdade, a roupa do primeiro Ultraman foi feita seguindo o mesmo processo). A irmã de um dos membros foi chamada para vestir a fantasia e fazer as cenas de ação e foram usadas pequenas cargas explosivas para os efeitos especiais. Com isso, o grupo chegou a ganhar o primeiro prêmio em um festival de cinema amador promovido pela revista Young Jump.
Com esse sucesso, o grupo decidiu investir mais pesado e vender a idéia para alguma grande empresa. Mas era necessário melhorar o visual da Mighty Lady, que mais parecia uma cópia malfeita do Ultraman. Para isso, eles pediram ao designer profissional Yutaka Izubuchi (que já trabalhou em Changeman, Flashman, Patlabor e Gundam Wing) que redesenhasse a personagem. Izubuchi atendeu de bom grado ao pedido e o resultado foi um visual bem mais feminino, lembrando uma fada. Eles então fizeram uma nova fantasia e começaram as filmagens.
Ao invés da roupa de látex, o grupo optou por usar um collant de ginástica modificado para fazer a fantasia. A máscara, feita de FRP (poliéster reforçado com fibra de vidro), ficou semelhante ao de uma boneca, com pálpebras móveis que abriam e fechavam e cabelos que realçavam as formas femininas da personagem. Também foi adicionada uma capa que, quando aberta, lembrava asas de fada e seria usada para as cenas de vôo (que acabaram não sendo feitas). As maquetes usadas nas cenas de batalha também ficaram bem feitas, apesar das limitações do orçamento. No entanto, nenhuma empresa mostrou interesse no projeto. Mesmo assim, o grupo não desistiu e organizou um evento que tinha como objetivo reunir um público de mais de mil pessoas e promover o filme. Nisso, um produtor do estúdio Daiei (produtora de Gamera e Daimajin) decidiu investir na idéia e comprou os direitos e o novo filme-piloto.
Originalmente, Mighty Lady seria um filme de ficção científica ambientado no futuro, mas a Daiei fez alterações no enredo para que se tornasse uma comédia romântica passada no presente. O resu ltado foi bastante irregular, mas foi o suficiente para incentivar muitos produtores amadores a fazerem seus filmes. Recentemente, foram feitas três versões remake do filme. Aparentemente, cada um deles é o primeiro capítulo de sua respectiva série Mighty Lady, seguindo conceitos diferentes. O primeiro deles, intitulado Mighty Lady New Episode, segue o conceito do vídeo da Daiei, na qual um colegial fanático por fenômenos sobrenaturais, Takuto (interpretado por Tadafumi Kurokawa, da dupla cômica Unbalance) encontra uma jovem alienígena ao investigar uma nave espacial caída. Ela é acolhida por Takuto e se apaixona pelo jovem nerd. Adotando o nome de Mai Murasaki (Kasumi Nakamura) ela tem uma vida tranqüila, mas uma criminosa intergalática, Hera, invade a Terra, junto com o monstro Agora. Para enfrentar essa ameaça, Mai, através do poder do amor de Takuto, se transforma na heroína gigante de 16 metros Mighty Lady. O filme tem participação especial de Jun Takatsuki, o ator principal de Ultraman Neos (2000), como um cientista alienígena. O segundo, Mighty Lady Virginal, é ambientado no futuro, quando a Terra está sob ataque dos Virus, uma espécie alienígena que absorve outros seres vivos, transformando-os em monstros. Para deter esta ameaça é criada uma força especial chamada Mighty Ladies, na qual foram selecionadas jovens dotadas do poder de se transformarem na guerreira gigante. No entanto, só uma delas, Haruka Miura (Haruka Satomi) tem controle total da transformação. Até que todas consigam dominar seus poderes, se torna necessário usar um robô gigante, a Mighty Lady Grandam. Esse filme conta com a participação especial da dubladora Tomo Sakurai, como a capitão do esquadrão. O terceiro filme, Mighty Lady Lepardio segue uma linha mais mística. Nele, duas colegiais planejam ressucitar um poderoso dragão que foi selado no Japão nos tempos da Antigüidade e dominar o país. A única pessoa que pode selar o dragão novamente é Hazuki Nekogami (Hisae Ukita), uma jovem que se transforma em Mighty Lady invocando o espírito do gato.
Esses filmes estão disponíveis em DVD desde 29 de junho ao preço de 6800 ienes (aproximadamente 50 dólares) somente pela internet e na loja japonesa C's Company. Cada disco contém um episódio de 35 minutos e mais 20 minutos de imagens extras de making of. Mighty Lady extrapolou os limites de um filme amador, ganhou toques profissionais, conquistou fãs e abriu caminho para muitas outras produções do gênero.












segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Metal Heroes produzido nas Filipinas!




Que o gênero Tokusatsu é sucesso em alguns países isso todos sabemos, mas na Ásia eles são muito mais amados. Países como Coréia do Sul e Tailândia, exibiram diversas séries, antigas e atuais que foram exibidas no Brasil e outras que nunca deram ás caras por aqui. A Tailândia até mesmo teve a idéia de criar uma série de Ultraman a alguns anos (desconheço se conseguiram levar adiante porque havia um problema com a produtora japonesa Tsuburaya. Agora é a vez das Filipinas pegar carona na idéia de produzir séries locais mas utilizando o estilo japonês de se fazer esse tipo de produto.A série “Zaido” está sendo produzida pela GMA Network, das Filipinas. Trata-se de uma seqüência não-oficial de “Shaider”, seriado no estilo ‘metal hero’ (heróis com armadura de metal) já exibido no Brasil pela Rede Globo e TV Gazeta. A idéia inicial seria a de um ‘remake’ de “Shaider”. Porem a TOEI Company (produtora da série oficial) rejeitou o script que lhes fora enviado, mas permitindo um enredo que falasse sobre três guerreiros descendentes de “Shaider” (Blue Zaido, Red Zaido e Green Zaido).Embora tenham aparecido especulações na internet quanto ao fato de Zaido ser um quarto seriado ‘uchuu keiji’ (Policiais do Espaço) ou ainda uma série ‘metal hero’, essas informações não são verídicas, pois a própria Toei não reconhece a nova produção filipina como tal, embora tenha aprovado sua produção. A série contara as aventuras de Gallian o Blue Zaido, descendente de Shaider e destinado a lutar contras as forças do mal para defender o planeta Terra. Gallian contara com dois reforços: Alexis, o Green Zaido e Cervano, o Red Zaido. Acima podemos ver fotos dos atores filipinos ''vestidos'' com as tais armaduras da série.

DRAMA POLÊMICO!


Atores que atuaram em séries da Toei como, Kamen Rider e Bouken ranger, beijam na boca em dorama, seguindo o estilo yaoi (história de amor homossexual entre dois homens“Ai no Kotodama” (de Keiko Konno), seria transformado em Dorama. O que chama a atenção é saber que os 2 protagonistas Ootani Shinya e Tachibana Miyako, são famosos atores de Séries Tokusatsu, Tokuyama Hidenori e Saitou Yasuka. Ao menos a teoria de que atores de tokusatsu são como as pessoas do BBB (fama rápida e depois o sumiço), parece não ter funcionado para estes dois.Hidenori fez o personagem Yaguruma Sou, o primeiro Kamen Rider The Bee da série Kamen Rider Kabuto, e posteriormente foi o Kamen Rider Kick Hopper da mesma série. E Yasuka, fez a série GoGo Sentai Boukenger, interpretando Masumi Inou o Bouken Black, Yasuka fez também o personagem Ibu Shinji do Live Action do Anime Prince of Tennis (Junto com Ryuuji Sainei (atobe keigo) o Akaza BanBan (Deka Red) de Tokusou Sentai Dekarenger, (esse eu também vi), e o remake da série de 1971 Mirror Man, Mirror Man Reflex (takashi).Já assisti Boukenranger e o ator Saitou Yasuka parece um emo (o penteado dele faz isso), na série seu personagem é muito sério e misterioso. Para os fãs do gênero J-Drama, e que conhecem o trabalho dos atores, vão se surpreender com as cenas de Ai no Kotodama, até existe um beijo entre os dois. A tv japonesa é tão liberal assim? Parece que sim.

MOVIE BLOOD:THE LAST VAMPIRE!


Graças ao site francês filmsactu.com, já podemos ver novas fotos do live action de Blood Last Vampire, adaptação baseada no longa-metragem "Blood: The Last Vampire", produzido em 2000. Na foto podemos ver a atriz Jun Ji-Hyun (a protagonista de My Sassy Girl) caracterizada como Saya, e já está em fase de finalização à produção. Dirigido por Chris Nahon (O Beijo do Dragão), além Jun Ji-Hyun também haverá a participação de Allison Miller (que interpretou personagens secundários em séries como CSI:NY e Desperate Housewives), e Andrew Pleavin (300), entre outros.

domingo, 16 de novembro de 2008

UMA MATÉRIA ESPECIAL DO FANTÁSTICO JASPION!











Tem coisas que realmente não esquecemos, no meu caso são as aventuras de Jaspion que inluminou a minha infancia de uma forma espetacular e muito marcante. Quem tem pela faixa de 20 e 30 anos deve lembrar do que eu estou fanlando. Vou colocar um resumo do que foi essa Série do anos 80 e por que ela marcou tanto.
Jaspion, no Brasil, O Fantástico Jaspion ( ou Kyojuu Tokusou Jaspion em japonês) é uma série de TV de tokusatsu do gênero dos Metal Heroes, produzido pela Toei Company e exibido pela TV Asahi entre 15 de março de 1985 e 24 de março de 1986. Foi estrelada por Hikaru Kurosaki no papel-título. No Brasil, foi televisada a pela Rede Manchete a partir de 1988.
Jaspion, junto com Changeman, abriu as portas do mercado brasileiro para diversos seriados do mesmo estilo continuando o impacto iniciado com National Kid nos anos 60 e Ultraman e Ultraseven nos anos 70 e 80. Toda criança daquela época queria uma fantasia dos seus heróis favoritos ou os brinquedos (bonecos, jogos de tabuleiro, cadernos) ligados ao seriado naquela época(inclusive eu). No que muitos considerariam uma astuta jogada de "marketing", a TV Manchete exibia Jaspion aproximadamente às 18h30 - justamente o horário em que as crianças saíam das escolas, uma garantia de audiência.
Também conhecida foi a estratégia da Manchete de retardar ao máximo possível a exibição dos dois últimos episódios da série, possivelmente para garantir o comparecimento da audiência ao menos por alguns minutos por dia, para a "contagem" dos capítulos. É possível obter o depoimento de qualquer seguidor fiel dos seriados japoneses a respeito de sua frustração quando, no dia seguinte à exibição do episódio 44 ("Retorno Satânico"), o seguinte ("Sou o filho de Satã Goss") não era veiculado. A estratégia continuou até meados de 1991, quando o capítulo final foi enfim liberado. Depois do sucesso que o seriado fez no Brasil, a moda foi se esgotando e os seriados trocando de emissora. Jaspion e Changeman voltaram a televisão na Rede Record em 1995 e foi o último suspiro para depois nunca mais serem exibidos.
Jaspion foi e continua sendo um ícone de toda uma geração, e em termos de números é sem dúvidas a série tokusatsu com maior sucesso e com o maior número de fãs fora do Japão que existem. Jaspion deixou fãs fiéis e apaixonados que sem dúvidas sonham um dia com uma visita dele Hikaru Kurosaki ao Brasil.





Um Resumo da História
A saga de Jaspion se inicia quando o sábio Edin (Edgin, na versão original japonesa) encontra o garoto entre os destroços de uma nave na qual seus pais morreram juntos por causa de um acidente. Edin cria Jaspion por vários anos sabendo que este seria o guerreiro celestial encarregado de destruir o mal criado por Satan Goss.
Jaspion, já na adolescência, compreende o seu destino e aceita de Edin as armas e a andróide Anri que seu mentor construiu para esse confronto contra Satan Goss. Ele seria encarregado de encontrar os pedaços da Bíblia Galáctica (que havia se espalhado pelo Universo após o Planeta ancestral de Edin ter sido destruído por um cometa) e destruir o império de Satan Goss. Entre as suas armas estava a armadura Metaltex que aparecia a um comando mental seu e a nave Daileon, que também se transformava em um enorme robô gigante.
Em seus vários combates, Jaspion e Anri fizeram vários aliados, como a pequena alienígena Miya, o agente da polícia espacial Boomerman (Boomerang, no original) e o professor Nambara.
Num dia, Jaspion monitorava o planeta Terra e um feixe de luz quase o cega. Edin diz que aquilo era o sinal que estava presente na Bíblia Galáctica, e que ele é o guerreiro escolhido para juntar cinco crianças e um bebê que farão surgir o Pássaro Dourado, capaz de derrotar Satan Goss. Jaspion aceita a nova missão e vai em busca das crianças.
A luta chega ao seu auge quando Jaspion enfrenta Mac Garen (Mad Galant, no original), filho de Satan Goss, de igual para igual. Jaspion liquida Mac Garen com um ataque certeiro com sua Cosmic Laser. Mac Garen chama pelo seu pai antes de morrer, o que deixa Satan Goss furioso com Jaspion e pronto para a luta final.
A luta se torna intensa, mas Edin se sacrifica ao tentar segurar Satan Goss para que Jaspion juntasse o bebê e as cinco crianças irradiadas pela luz. Jaspion sabia que ainda não tinha encontrado o bebê e tenta se vingar da morte de seu mentor numa luta decisiva dentro de Daileon contra Satan Goss. Durante a luta o Pássaro Dourado aparece e se torna uma espada gigante para ser usada por Daileon. Eles continuam a lutar mas, quando Daileon tenta executar o movimento que Jaspion usa para acabar com seus inimigos, o golpe Cosmic Laser, Satã Goss se esquiva e Daileon não consegue acabar com a luta.
Um enorme terremoto surge e o chão se divide em dois, de onde sai um ovo que emana a luz dourada que dá à espada de Daileon a força suficiente para derrotar Satan Goss. Satã Goss fica paralisado pela luz irradiada pelo ovo dourado, possibilitando assim que Daileon acerte o golpe final Cosmic Laser. A vitória é conseguida com muito custo e Jaspion vê que dentro do ovo estava um bebê. Ele e Anri decidem cuidar da criança, assim como Edin fez com ele.
Sobre a Produção
No Brasil a série tinha o título de O Fantástico Jaspion, mas o titulo original era "Kyojuu Tokusou Juspion". "Juspion" é a junção das palavras inglesas "Justice" e "Champion" e seria algo como “Campeão da Justiça”. "Kyojuu" significa monstro gigante enquanto "tokusou" é a abreviação de "tokubetsu sousa" (investigação especial). A tradução seria algo como 'Campeão da justiça investigador de monstros gigantes'.
A série, criada por Saburo Hatte e com roteiros de Shozo Uehara, foi produzida em 1985 pela Toei Company e teve 46 episódios gravados, mais um episódio especial com os principais momentos da série (este último inédito no Brasil). As cenas de ação ficaram a cargo do Japan Action Club (JAC, atualmente chamado de JAE - Japan Action Enterprise), principal agência de dublês japonesa e contratada preferencial da Toei em suas séries. No Brasil, os episódios foram dublados e adaptados nos estúdios da Álamo.
No elenco, Hikaru Kurosaki (nome artístico de Seiki Kurosaki) interpretava o herói carismático Jaspion e Kiyomi Tsukada era sua parceira, a bela andróide Anri. O temível vilão MacGaren (Mad Galant no original) era interpretado pelo conhecido ator de ação Junichi Haruta que dispensava dublês nas cenas arriscadas de seu personagem. Outro ator famoso na série foi Hiroshi Watari, no papel de Boomerman (Boomerang no original). Watari também foi a estrela das séries Sharivan (1983) e Spielvan (1986).
Curiosidades
O ator Hikaru Kurosaki reassumiu o nome verdadeiro, Seiki. Deixou o trabalho de ator e dublê e atua como instrutor e guia de mergulho submarino nas proximidades de Okinawa junto de sua esposa.
Kurosaki também participou do seriado Bioman no gênero Tokusatsu. Em Jaspion, ele conta que queria fazer um herói diferente, segundo a proposta dos produtores de um "Tarzã espacial". Por isso, lhes teria sugerido o penteado "afro" com que aparecera nos primeiros episódios. Contudo, a Toei não gostou do resultado na tela, e ordenou o corte de cabelo, que ocorreu no começo do episódio 11.
Junichi Haruta foi dublê de ação no seriado Jacker Dengekitai de 1977. Sua estréia como dublê e ator, viria a ocorrer apenas 2 anos depois, quando interpretou o Goggle Black de Goggle V, em 1982. No ano seguinte, vestiu preto mais uma vez, como o Dynablack de Dynaman (onde contracenou com Sayoko Hagiwara, que por coincidência também se consagraria como uma vilã, a Nefer, de Flashman), o que seria seu último papel antes de Macgaren. Depois, teve uma modesta participação em Metalder e viveu Kazenin Storm em Jiraya. Seu papel mais recente em tokusatsu foi uma participação em Kamen Rider Blade.
O ator que interpretou Boomerman (Hiroshi Watari) virou protagonista na serie que sucedeu Jaspion, Guerreiro Dimensional Spielvan.
Hiroshi Watari apareceu como personagem misterioso na série num momento em que o protagonista, Hikaru Kurosaki estava com um musical no teatro e tinha pouco tempo livre para gravar.
Por conta de um acidente de moto, Hiroshi Watari teve sua participação na série prejudicada, já que teve de fazer uma cirurgia para retirar os 7 pinos da perna. Depois disso só participou de mais 2 episódios.
No Brasil, Jaspion virou revista em quadrinhos pela Ebal e mais tarde pela Editora Abril em 1991. Estas histórias eram levemente baseadas na série e se podia ver crossovers com outras séries exibidas também pela Rede Manchete.
A empresa Everest e a TV Manchete, numa campanha de "marketing", divulgaram o seriado "Spielvan" como "Jaspion 2" nos anúncios e legendas de identificação da emissora. A equipe de tradução omitiu até o nome do herói nas músicas de abertura e encerramento, coisa que nunca acontece em um seriado "tokusatsu" (ainda que o tenha mantido como "Spielvan" nos próprios episódios), para que os fãs de Jaspion acreditassem que se tratava de uma continuação. As histórias das duas séries não tinham nenhuma relação. Jogada de marketing parecida foi feita na França aonde os seriados Super-Sentai Maskman e Liveman foram chamados de Bioman 2 e Bioman 3, respectivamente.
As fitas do seriado Jaspion foram lançadas antes da serie estrear na Rede Manchete pela Everest. Anos depois, as fitas foram relançadas com o selo InterMovies.
Jaspion foi dublada na Álamo, que anos depois dublaria diversos animes como Dragon Ball. O personagem-título foi dublado por Carlos Takeshi, que também dublou Change Griffon em Changeman, algumas pontas no anime Comando Dolbuck, no tokusatsu Winspector e Tremi de Sagita em Cavaleiros do Zodíaco (versão Gota Mágica). Atualmente, Takeshi é apresentador do programa InfoShop no canal Shoptime.
Nos primeiros episódios da série, Kanoko foi chamada de Kayoko e o Professor Nambara de Professor Nan. Porém logo isso foi corrigido.
Além do Brasil, Jaspion também foi exibido em países da Ásia e na França, no canal TF1 a partir de 1988, no Club Dorothee, aonde outras séries tokusatsu tais como Maskman e Bioman foram exibidas. Por lá, Jaspion não teve tanto destaque quando o trio Gavan (X-Or, "X-Ouro", na França), Sharivan e Shaider.
Diferente de Changeman, filmada quase ao mesmo tempo e bem-sucedida tanto no Brasil quanto no Japão, Jaspion não fez um grande sucesso no seu país de origem. Com 46 episódios filmados e um episódio especial, não chegou a ser um fracasso, mas foi uma decepção para a Toei Co. pela expectativa nele depositada: além de atores famosos do gênero "tokusatsu", o elenco incluía o conhecido cantor Isao Sasaki. Mesmo assim, não foi o grande "hit" esperado.
A aposta em Jaspion foi tão grande que a própria Toei ordenou que os temas de abertura e encerramento tivessem versões em inglês, interpretadas pelo cantor Henry. Era uma das primeiras tentativas da produtora japonesa a penetrar no mercado ocidental(sobretudo, o norte-americano).
No dia 1º de abril de 2006 veio a falecer Ai Takano, o cantor das músicas de abertura e encerramento da série, devido a falência múltipla de seus órgãos ocasionadas por complicações cardíacas. No mesmo ano, só que no dia 16 de novembro, também veio a falecer Noboru Nakatani, o ator que interpretou Edin, morto devido a problemas relacionados com o fumo.
Correu um boato já há muito tempo que o dublê de Jaspion seria brasileiro. Essa confusão se deu através do programa do Jô Soares, que entrevistou Tadashi Kamitani, o dublê do Jaspion no show circense brasileiro.
O Brasil continua sendo invariavelmente um dos países com o maior número de fãs de Jaspion.E, vamos torcer que a FOCUS FILMES LANCE OS DVDS DO ETERNO JASPION..NO BRASIL!